segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Érebo


Quando o sol brilhou pela primeira vez sob o mundo Theros, a primeira sombra foi imediatamente projetada. No entanto, Heliode a temeu e a baniu, enviando para além dos chamados Rios que Tangem o Mundo (os cinco rios que formam a fronteira entre Theros e seu Submundo). Aquela sombra tornou-se Érebo, o deus da morte e das trevas. Com o tempo, Érebo aceitou seu papel, sabendo que, embora Heliode o tinha banido, o deus sol nao pode impedir a sombra de existir.

Érebo governa o mundo dos mortos, mas esta não é sua única função. Por conta de suas próprias origens, ele é também o deus do infortúnio, da má sorte, da aceitação forçada, da inveja e da amargura. Além disso, no Submundo o ouro é comum e sem valor, de forma que ele também é o deus da riqueza.

Embora possa parecer que Érebo está mais intimamente ligado a Nyx do que os outros deuses, esse não é o caso. O reino de Érebo carece tanto do sol como da noite como qualquer outra divindade.

O deus Érebo empunha Mastix, um chicote de cabo de ouro com um longo açoite, como uma sombra fina que se estende para o infinito. O chicote é um meio de infligir dor quando precisa, mas sua função mais freqüente é ser uma armadilha para puxar os mortos relutantes para dentro (ou de volta) do seu reino.
 
Érebo é um eficaz diretor e senhor do Reino do Submundo. Ele não é um tirano sem compaixão, mas sua compaixão é um reflexo do que ele mesmo sente e de sua aceitação do seu destino. Sendo assim, nada mais compreensivel do que os seus vassalos, os mortos, devem tambem aceitar os destinos deles. Ele indolentemente inveja o mundo iluminado dos vivos, mas de um jeito fantasioso. Ele sabe que todas as almas mortais acabarão por se juntarem a ele, o que lhe oferece uma espécie de satisfação e certeza. Enquanto os mortos sofrem com a distancia do mundo do vivos, Érebo sente paz porque a alienação e banimento dos outros permitem que ele se identifique com o seu próprio sentimento de isolação.

O deus do Submundo é adorado por três conjuntos distintos de seres mortais: aqueles que exaltam a morte, aqueles que desejam riqueza e aqueles que rezam para a aceitação de seu destino. O primeiro grupo é o menor, mas o mais perigoso, pois eles buscam provocar um confronto entre Heliode e sua sombra. O segundo grupo é o maior, porque os mortos deixam sua riqueza terrena para trás e Érebo tornou-se associado a essa riqueza, bem como com a abundância de ouro em seu reino (para ele, bonito, mas sem valor). O último grupo é o mais próximo ao coração de Érebo: são aqueles que foram expulsos e aqueles que buscam a paz de espírito com relação ao propósito de sua existência.
 

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