terça-feira, 20 de julho de 2010

A Maldição do Véu


Magma Rift


A carta Fenda de Magma (Magma Rift), mostra bem ao fundo a planinauta Chandra Nalaar (aparente em sua versão Ablaze, inclusive).

Veja agora mais de perto:


sábado, 17 de julho de 2010

Radiante


Radiante foi um arcanjo criado pela planinauta Serra que viveu no Reino de Serra e liderou os exércitos angelicais durante séculos. Embora não aprovasse as regras de Serra, tais como o tratamento da planinauta como uma divindade e a falta de preocupação com as defesas do plano, Radiante sempre respeitou os poderes superiores de sua progenitora.
 
Quando Urza veio para o Reino de Serra e foi acolhido pela planinauta durante cinco anos, Radiante começou a desprezar mais ainda o governo de Serra. De forma que, os primeiros ataques dos phyrexianos foram antecipados e totalmente devastados pelas tropas do arcanjo, que se mantinha constantemente vigilante. Porém, a conseqüência da luta foi que a essência do mana negro dos phyrexianos começou a macular a pureza do mundo.
 
Entristecida por descobrir que a paz e santidade do mundo que ela criara era tão frágil, Serra decidiu partir logo depois que Urza voltasse para seu mundo de origem e deixar o trono a cargo de Radiante. No entanto, o arcanjo não era uma planinauta e, portanto, não possuía poderes capazes de garantir as mesmas proteções que Serra. Dessa forma, após muita oposição de diversos anjos, instituiu-se uma cruzada para expulsar toda a influência maligna phyrexiana e restaurar a plena pureza do Reino de Serra.
 
Oito séculos mais tarde, Urza retornou para o Reino de Serra e ficou chocado ao descobrir que Radiante estava matando membros de sua própria raça, alegando serem Agentes Adormecidos. Contudo, ele estava matando tanto inocentes quando phyrexianos sem perceber a diferença e Urza tentou argüir com ela para que retomasse a razão, mas foi inútil. Ele parte e depois reaparece com a recém-construída Nau Voadora Bons Ventos e tenta recolher o máximo de anjos refugiados para levá-los a Dominária antes que o Reino de Serra seja totalmente extinto.
 
Antes de partir, Radiante tenta impedir Urza de salvar os anjos, alegando o próprio planinauta era o causador de toda aquela desgraça que recaíra sobre o mundo e iniciando um terrível batalha contra o planinauta. Em um ato de extrema loucura, ela arranca as pedras (Powerstone e Mightstone) das cavidades oculares de Urza e tenta uní-las, mas isso resulta em uma explosão muito forte que a destrói. Em seguida, Urza retira o máximo de energia possível do mana que ainda restava no Reino de Serra para que a Nau dos Bons Ventos possa ser transportada de volta para Dominária. Por fim, o plano é extinto após sua partida.
 

Reino de Serra

O Reino de Serra é um plano artificial criado pela planinauta Serra e que é digno de ser chamado de paraíso. O sol permanece perpetuamente nascendo de vários ângulos ao mesmo tempo, de forma que é impossível determinar sua posição correta. Massas de terra flutuam lentamente pelos céus, recobertas por prados e flores, sem nunca em colidir um com o outro e formando uma magnífica paisagem.

No centro do plano fica o notável Santuário de Serra, onde a própria criadora residiu durante muito tempo. Existem três ambientes deste local que merecem destaque: o salão do trono, que possui diversas janelas através das quais é possível para um planinauta observar todos os recantos do plano; um aviário interno, repleto de belas arvores e pássaros; e a àrea privativa onde fica guardado o Casulo, um item criado por Serra para diminuir a degradação do plano (pois todos os planos artificiais possuem um determinado tempo de existência antes de se extinguirem sozinhos).

Anjos são a grande maioria da população do plano. Eles foram criados por Serra como guardiões das virtudes e valores que ela mais prezava. Basicamente, estão divididos em cinco propósitos diferentes: Lei, Graça, Razão, Dever e Verdade. Cada um foi criado para regular com um tipo de mana. Por exemplo, os anjos que exaltam a Lei foram criados para controlar o mana vermelho. Também existem os Arcanjos, que foram criados com o intuito de serem a frente de combate contra as ameaças que surgissem no mundo, bem como as Irmãs de Serra que eram auxiliares próximas da planinauta.

Cada uma das criaturas que vivem no Reino de Serra idolatra a planinauta como uma mãe divina. As mulheres são muito destacadas entre os habitantes, ocupando quase todos os cargos de autoridade maior. As artes e o casamento são práticas bastante encorajadas, pois simbolizam o auge da paz, de acordo com os ensinamentos da planinauta. Todas as crianças que nascem são levadas para serem criadas por Serra. Ou seja, a estrutura social é muito parecida com a de uma colméia de abelhas.

Quando Urza apareceu gravemente ferido e perseguido por phyrexianos, o Reino de Serra começou perder sua pureza natural. Os phyrexianos que adentraram no plano foram confrontados por Reya, a líder dos anjos da graça. Muito mais numerosos e preparados, os guardiões angelicais expulsaram os invasores. Porém, a conseqüência da luta foi que a essência do mana negro dos phyrexianos começou a macular o mundo e Serra, ao perceber isso, decidiu partir.

Depois que Serra deixou o plano e Radiante assumiu o trono, o militarismo e a paranóia religiosa instalou-se com grande velocidade. No entanto, Radiante não era uma planinauta e, portanto, não possuía poderes capazes de garantir as mesmas proteções que Serra. Dessa forma, após muita oposição de diversos anjos, como a própria Reya, instituiu-se uma cruzada para expulsar toda a influência maligna phyrexiana e restaurar a plena pureza do Reino de Serra.

Porém, sem a presença de Serra, as investidas phyrexianas eram cada vez avançam mais, causando inúmeras perdas. Quando Selênia, braço direito de Radiante, é derrotada e aprisionada pelos phyrexianos, a situação tornou-se incontrolável para o arcanjo. Radiant começou a perder a razão, exterminando até mesmo outros anjos por pensar que eles fossem agentes phyrexianos infiltrados. Esta atitude faz com que a energia do mana branco maculado pelos phyrexianos entre em um colapso irrecuperável, que culminará com a extinção do mundo em breve.

Urza reaparece com a recém-construída Nau Voadora Bons Ventos e vislumbra a extensão da corrupção que está ocorrendo no Reino de Serra e propõe-se a ajudar os anjos, levando-os para o plano de Dominária. Radiante tenta impedir Urza de salvar os anjos, alegando o próprio Urza era o causador de toda aquela desgraça que recaíra sobre o mundo e iniciando um terrível batalha contra o planinauta. Em um ato de extrema loucura, ela arranca as pedras (Powerstone e Mightstone) das cavidades oculares de Urza e tenta uni-las, mas isso resulta em um explosão muito forte que a destrói. Em seguida, Urza retira o máximo de energia possível do mana que ainda restava no Reino de Serra para que a Bons Ventos possa ser transportada de volta para Dominária. Por fim, o plano é extinto após sua partida.

Serra


Embora sua origem seja desconhecida, seu nome marcou a história do Multiverso. Serra foi uma planinauta humana que atingiu o status de divindade benevolente em Dominária e também seu próprio mundo paradisíaco chamado Reino de Serra habitado pelas almas de bravos guerreiros que renasciam sob a forma de anjos graças à presença da energia do mana branco em seu estado mais puro.

Serra trabalhou muito para tentar criar um plano perfeito, inclusive tentando eliminar a presença de outros tipos de manas que não fossem o branco. Porém, isso não é possível e tudo que ela conseguiu fazer foi minimizar significativamente a influência deles. Ela criou também um palácio de pedra e cristais, com um belíssimo santuário interno constituído de árvores e pássaros, além de inúmeras ilhas flutuantes e um sol em permanente amanhecer. No Reino de Serra não há tempo, comida ou mesmo água. Apenas o ar.

Mas, seu magnífico trabalho começou a ruir quando Urza apareceu. Perseguido por phyrexianos e gravemente ferido, ele e sua companheira Xantcha adentraram no Reino de Serra. A planinauta permitu que Urza ficasse até se recuperar, mas reconheceu a origem sombria de Xantcha. Após muito refletir, Serra permitiu a esta da phyrexiana em seu plano, mas em total isolamento e constante vigilância.

Cinco anos se passaram. Urza e Xantcha haviam se recuperado de seus ferimentos, mas infelizmente alguns perseguidores phyrexiano encontram seus rastros e agora estavam adentrando no Reino de Serra, dano início a muitas lutas contra os anjos. Muito mais numerosos e preparados, os guardiões angelicais expulsaram os invasores. Porém, a conseqüência da luta foi que a essência do mana negro dos phyrexianos começou a macular a pureza do mundo.

Entristecida por descobrir que a paz e santidade do mundo que ela criara era tão frágil, Serra decidiu partir logo depois que Urza também voltou para seu mundo de origem, Dominária, e deixar seu trono para Radiante, uma dos mais poderosos arcanjos e líder de seus exércitos. Desaprovando a atitude da planinauta, Radiante acreditava ser a única a verdadeiramente dar importância para o plano e acabou cada vez mais paranóica enquanto esteve no comando.

Durante algum tempo, Serra visitou diversos planos até parar em Ulgrotha. Lá, ela encontrou um paraíso bruto, no qual a natureza e cultura dos povos desenvolviam-se harmoniosamente graças à assistência de um outro planinauta: Feroz. Admirada por seu nobre propósito em restabeler o fluxo do mana naquele mundo e o altruísmo com que dedicava-se a auxiliar todas as criaturas vivas, Serra apaixonou-se por Feroz e eles logo casaram.

Atuando ao lado de Feroz, a planinauta desempenhou o papel de guia espiritual e protetora da cidade de Aysen. Com o passar do tempo, ela fundou uma Abadia e seus seguidores mais ferrenhos formaram uma ordem chamada Paladinos de Serra, dedica a propagar os seus princípios e defender o povo de Aysen contra os vampiros do tirano Barão Sengir. O casal fez tudo o que puderam para manter a paz em Ulgrotha, desde discutir política com o Barão até mesmo erigir uma barreira mística para manter outros planinautas longe do plano.

Quando seu sonho de um mundo perfeito parecia concretizar-se, Serra foi mais uma vez golpeada pelo azar e assistiu seu amado Feroz morrer em um acidente de laboratório. Seu coração partido não lhe deu forças para continuar em Ulgrotha e ela abandonou tudo, inclusive o povo de Aysen.

Depois de vagar pelos planos por mais algum tempo, ela voltou sua atenção para Dominária. Mais especificamente para as planícies de Sursi, onde ela encontrou uma magnífica raça de pégasos e foi atacada por um ladrão que na verdade era um planinauta disfarçado. Ela percebeu que a perda de Feroz era uma dor que ela nunca superaria, pois era maior que pensar que veria um mundo paradisíaco definhar novamente. Sendo assim, ela não ofereceu nenhuma resistência ao ladrão que queria sua aliança de casamento, pois pensava ser algum artefato poderoso, e foi apunhalada mortalmente.

Um clérigo que passava pelo local testemunhou a cena covarde do ladrão desferindo o golpe em Serra, embora não soubesse quem ela era. Reunindo toda a coragem que possuía, Angus conseguiu distrair o assaltante e fugir com o corpo de Serra em seus braços. Serra poderia ter curado a si mesma, mas seu desejo era morrer. Dessa maneira, em seus últimos dias antes de morrer, ela transmitiu valiosos ensinamentos ao clérigo Angus. Inspirado por tudo que Serra lhe transmitira, Angus iniciou a construção da Catedral de Serra a redor de seu túmulo.

Serra pode estar morta, mas seu legado permanece. Ela ainda é reverenciada pelo povo de Aysen. Diversos anjos foram resgatados do Reino de Serra por Urza antes do colapso que se desenrolou durante a administração de Radiante e desempenharam um papel importante na defesa de Dominária perante a invasão phyrexiana. Dizem também que seu desejo de morrer havia criado um portal planar para Ulgrotha que ocasionalmente aparecia nas planícies de Sursi, quando nevava muito e a lua estava cheia. Mas, seja como for, assim como Feroz ela certamente viverá aternamente através de seus ensinamentos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Feroz

Feroz foi um planinauta que desprezava o uso de magias de invocação de criaturas, pois as considerava imorais. Ele estudou muitas culturas através do Multiverso e, durante suas viagens, conheceu o plano de Ulgrotha. Logo antes da chegada dele, o mundo tinha sido um plano bonito e sustentável, semelhante a Dominária. Porém, aquele mundo remoto havia sofrido uma série de cataclismos conhecida como as Guerras dos Feiticeiros e o mana tornou-se extremamente reduzido desde que a planinauta Ravi ativou o poder do seu Carrilhão do Apocalipse.

Afeiçoando-se ao plano, Feroz começou a trabalhar para que a vida se renovasse e a energia do mana voltasse a fluir com força maior. Também foi atraído por um jovem minotauro chamado Sandruu, no qual sentiu a centelha latente característica dos planinautas. Ambos tornaram-se grande amigos e Feroz ajudou Sandruu a ascender. Além disso, o caminho de Feroz em Ulgrotha cruzou-se com o de outra planinauta. Serra veio de Dominária para conhecer o plano. Ela apaixonou-se à primeira vista por Feroz e sua causa nobre de resgatar os estragos que haviam ocorrido naquele mundo. Ambos casaram pouco tempo depois.

Enquanto explorava o Multiverso, Sandruu também se apaixonou por uma planinauta, chamada Kristina of the Woods. Porém, um antigo amante dela ficou furioso ao descobrir o romance dos dois e atacou o minotauro. Rapidamente, Sandruu percebeu que aquele não era um oponente normal, mas sim um planinauta poderoso conhecido como Taysir. Mesmo fugir de volta para Ulgrotha não adiantou, pois a raiva de Taysir era imensa e ele perseguiu Sandruu de qualquer maneira. Após ser derrotado, Sandruu foi exilado para um ponto tão distante do Multiverso que demoraria quase um milênio para conseguir regressar. Agora era a vez de Feroz enfurecer-se perante a atitude de Taysir e vingar o amigo minotauro.

Depois de matar Taysir (ou assim pensava), Feroz conjurou um monumental feitiço para proteger todo o plano de Ulgrotha deste tipo de problema no futuro. Tratava-se de uma barreira mística que impedia a entrada de qualquer planinauta naquele mundo. Ele estava cansado dos propósitos destrutivos dos outros planinautas e acreditava que esta seria a única maneira de salvar Ulgrotha.

Além fundar a Escola de Magia e ensinar humanos a se transformarem em animais, Feroz foi essencial para a reestruturação da vida selvagem por todo o plano. Entretanto, ele acabou morrendo em um acidente de laboratório diante dos olhos de sua amada Serra. A planinauta não conseguiu evitar a profunda tristeza que se abateu sobre ela depois do triste incidente e decidiu abandonar o plano de Ulgrotha, não sendo capaz de dar continuidade à causa do seu falecido marido.

Muitos anos depois da morte de Feroz, a proteção mágica que ele criou em Ulgrotha começou a enfraquecer e as civilizações agora entraram em guerra entre si.
 

Ravi


Ravi é uma antiga planinauta, que vivia em Ulgrotha muito antes da vinda de Feroz e Serra para este plano. Seu mestre fazia parte de uma seita chamada Tolgath, que travava uma disputa mortal contra um grupo rival conhecido como Os Anciões pelo domínio do plano e da Fenda Temporal criada acidentalmente por um dos membros destes Anciões. Tal confronto ficou conhecido como Guerra dos Feiticeiros.

Não se sabe ao certo como Ravi adquiriu o Carrilhão do Apocalipse, mas especula-se que ela tenha recebido e sido instruída sobre como usá-lo por seu próprio mestre, depois que a iniciou na seita. É provável que tenha sido guardado como um às na manga pelos Tolgath e, quando a derrota fosse iminente, eles fariam uso daquele item. Ou talvez Ravi apenas tenha elaborado um plano ambicioso para ser a única sobrevivente daquela Guerra, pois a única informação confirmada é que a planinauta trancou-se na torre Espiral de Basalto para depois ativar o Carrilhão do Apocalipse.

O poder do artefato soou através de todo o plano, resultando na Grande Destruição. A Guerra dos Feiticeiros terminou, foi o efeito do Carrilhão rompeu todo o fluxo de manas existente no plano e, assim, destruiu quase tudo que existia nele. Além disso, embora talvez a própria Ravi não soubesse, o estrago provocado por tamanho poder destrutivo se propagou através de vários outros planos e gerou efeitos que os desestabilizaram, bem como também criou as Zonas Mortas em Ulgrotha (locais onde a energia do mana se extinguiu por completo) e desencadeou o surgimento de pequenas brechas que conectavam alguns mundos entre si.

Embora ciente do resultado de sua ação, Ravi permaneceu confinada na torre durante muitos séculos, até que foi libertada pelo Barão Sengir. O tirano de Ulgrotha selou uma aliança, convidando-a para viver nos seus domínios em troca dos conhecimentos que a sombria planinauta possuía. Dessa maneira, Ravi passou a ser chamada pela alcunha Avó Sengir. Mesmo sem possuir nenhuma ligação biológica com o Barão, mas ela passou a ser tratada por ele como uma tutora e parte de sua grande “família”.

Atualmente, o nome da Avó Sengir é associado a inúmeras atrocidades, desde cozinhar cabeças de unicórnios até beber sangue de jovens para continuar viva. No entanto, ela ainda é conhecida como uma poderosa feiticeira que manipula o mana negro com extrema facilidade e ninguém imagina quais são seus planos para o futuro, pois o Carrilhão do Apocalipse ainda continua em seu poder.

Barão Sengir

O infame Barão Sengir é um lorde vampiro que governa a região amaldiçoada de Dark Barony, onde a noite é permanente, no plano de Ulgrotha. Sua ascensão como governante é uma incógnita até hoje. Alguns dizem que ele veio de outro plano, junto com um planinauta que era seu amigo. Outros dizem que ele nasceu em Ulgrotha e ascendeu ao poder controlando magicamente criaturas inferiores e usando-as como armas.

No entanto, deixando os boatos sobre sua origem de lado, sabe-se que ele criou Dark Barony e começou a conquistar o mundo inteiro depois de tomar o Castelo da Luz da Manhã e a cidadela subterrânea New Freedom dos anões. O que ninguém sabe é que este Castelo havia sido construído justamente para proteger um o Portal Planar, que conecta Ulgrotha com um mundo desconhecido, e que foi através dele que o Barão conseguiu obter os poderes necessários para iniciar suas conquistas. Mais tarde, o castelo foi rebatizado como Castelo Sengir e, como insulto adicional aos anões, o Barão vampirizou a princesa anã e a tornou sua serva Irini (Irini Sengir). Logo, os anões foram devastados e os poucos sobreviventes fugiram.

Além disso, foi o Barão Sengir quem encontrou a Espiral de Basalto, uma torre lendária perdida na Zona Morta de Ulgrotha (onde não existe a energia do mana). No interior da torre, a planinauta Ravi dormia desde muitíssimos séculos atrás, quando ela usara o Carrilhão do Apocalipse (Apocalypse Chime). O Barão a despertou e passou a chamá-la de Avó (Grandmother Sengir) acolhendo-a no Castelo e iniciando uma poderosa aliança.

Os domínios do Barão em Dark Barony são muito semelhantes à idéia da Transilvânia fantástica e ele próprio lembra a figura do Drácula. Trata-se de um cavalheiro, elegante e bem-educado vivendo em um pântano enevoado que usa das mais variadas artimanhas políticas para lidar com seus adversários. Seu refúgio é repleto de segredos que nunca foram completamente explicados ou compreendidos por ninguém, exceto o próprio Barão.

Através de um pacto com Eron (Eron the Relentless), o Barão determinou deveria ser ofertada comida pra os vilarejos sengirianos Em troca, nenhum tipo de ataque ou intervenção seria feita à Fortaleza (Koskun Keep) onde Eron governa os goblins das Montanhas de Koskun.

Certa vez, o Barão convidou o casal de planinautas Feroz e Serra para conhecerem o Castelo Sengir. Como todo vilão de classe, o Barão deixou bastante claro para os dois planinautas que não deveriam interferir em seus planos para o futuro de Ulgrotha. Contudo, o casal não apenas já desaprovava as idéias do Barão como se declaram abertamente opositores do tirano. Serra auxiliava a cidade de Aysen, principalmente com relação à fé de seus moradores em seus clérigos da Abadia (Aysen Abbey) e Feroz fundou a Escola de Magia (Wizards School).

Os obscuros planos de Sengir envolvem uma paciente espera. Ele utiliza com maestria a sua imortalidade, pois sabe que a maioria de seus inimigos são mortais e cedo ou tarde perecerão naturalmente. Além disso, sua genialidade é assombrosa. Por exemplo, sem conseguir rechaçar as defesas das cidades-estado como Aysen e Onella, ele simplesmente parou de atacá-las. Sem um inimigo comum contra quem os habitantes se uniam, richas entre eles começaram a surgir e todos se enfraqueciam. Os poucos casos em quem algum “herói” tentava prosseguir lutando pessoalmente contra o Barão foram não apenas derrotados como usados como aviso aos demais, principalmente como ocorreu com o famoso Paladino de Ishan que foi transformado em um serviçal do tirano (Ishan Shade). Aproveitando-se das fragilidades políticas entre as cidades, o Barão Sengir aproveitou para atuar diplomaticamente enquanto enviava seus espiões se infiltrarem em cada local controlado pelos opositores. Um destes espiões é um notório caçador chamado Veldrane (Veldrane Sengir).

Em meio a um intricado cenário político, Feroz viria a lançar um feitiço que englobaria todo o plano de Ulgrotha e o protegeria contra as tentativas de invasões por outros planinautas (Feroz´s Ban). Enquanto isso, uma ferrenha adversária do Barão chamada Sálix (Autumn Willow) garante a proteção das florestas, impedindo que tropas de vampiros profanem os territórios onde a mana verde flui com maior força.

Entretanto, Feroz morreu em um acidente de laboratório diante dos olhos de sua amada Serra. A planinauta não conseguiu evitar a profunda tristeza que se abateu sobre ela depois do triste incidente e decidiu abandonar o plano de Ulgrotha. Sem estes dois opositores, Sálix se torna a única verdadeira ameaça para o Barão Sengir, que agora cada vez amplia mais seus domínios à medida que as cidades enfraquecidas começam a perecer diante de seus exércitos. Porém, ele também retém grande atenção aos ensinamentos relacionados à magia transmitidos pela Avó Sengir e, eventualmente, negocia com dois ladrões (Joven e Chandler) para obter alguns artefatos que lhe interessam.

No momento atual em Ulgrotha, Sálix ouve rumores a respeito de que algumas fileiras do exército do Barão marcharam através do Portal Planar dentro do Castelo Sengir para o outro plano desconhecido. Mas, ao mesmo tempo, as investidas do tirano para conquistar todas as regiões de Ulgrotha avançam impiedosamente através de suas hordas vampirescas e sua vitória parece cada vez mais próxima.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Emenda

A Emenda (ou Grande Emenda) foi um processo que começou quando Jeska selou a última grande Fenda Temporal em Otária e causou a restauração de todas as fraturas temporais existentes no Multiverso. Depois da Emenda, o Multiverso entrou em um novo equilíbrio, permitindo que a energia (mana) fluísse livremente dentro de cada Plano e até mesmo mudando a natureza dos poderes dos Planinautas. Antes da Emenda, os planinautas eram metamorfos que nunca envelheciam, cujo poder era limitado apenas por sua experiência e conhecimento. Nicol Bolas foi um dos planinautas que viu esse poder quase divino ser arrancado de suas mãos.

As Fendas Temporais eram fraturas que surgiram em Dominária e alguns poucos outros planos, cujas suas origens são bastante complexas e quase causaram a destruição de todo o Multiverso. Resumidamente, quando a planinauta Ravi usou o Carrilhão do Apocalipse, o estrago provocado em Ulgrotha se propagou através de vários planos e gerou efeitos que os desestabilizaram. Por exemplo, em Kamigawa o “mundo espiritual” começou a se fundir com o “mundo físico”. Além disso, o soar do Carrilhão criou as Zonas Mortas em Ulgrotha (locais onde a energia do mana se extinguiu por completo) e desencadeou o surgimento de pequenas brechas que conectavam alguns mundos entre si.

No entanto, algumas destas brechas acabaram sendo ampliadas até o ponto de se tornarem Fendas Temporais devido à diversos eventos através da história de Dominária, tais como a ativação do Sylex Golgothiano no final da Guerra dos Irmãos, a batalha contra Karona em Otaria e a obliteração de Tolaria. A existência de tantas Fendas resultou em um desequilíbrio entre as forças primordiais do Multiverso e o poder quase divino da centelha dos planinautas. Além disso, o dano que estas Fendas provocavam no fluxo de energia (mana) do mundo tornou-se gradativamente mais drástico, até que não seria mais possível Dominaria se recuperar sozinha e era apenas questão de tempo para o plano inteiro definhar até ser extinto.

Enquanto cada Fenda Temporal tinha uma “personalidade” própria, relacionado com as circunstâncias de sua criação, elas também tinham algumas propriedades comuns: drenavam o mana do plano e causavam anomalias no espaço e no tempo. Além disso, todas influenciavam umas às outras. Ou seja, conforme a quantidade de Fendas aumentava, maior o poder delas.

Muitas coisas cruzavam cada uma das Fendas. Desde criaturas e objetos, até magias do passado e situações do futuro. Como se não bastasse, algumas vezes alguma coisa do próprio momento presente de Dominária era arrancado do plano e arremessado para algum lugar do tempo. Obviamente, alguns magos perceberam que este era um bom meio de tentar aprender magias. Mas, dentre todos, o maior nome desta época foi o do planinauta Teferi.

Teferi não apenas estudava as Fendas Temporais, como também descobriu que se não fossem contidas elas consumiriam Dominária e talvez até mesmo outros planos. Dessa forma, ele e seus aliados Venser, Radha e Jhoira envolveram-se em uma cruzada para fechar todas as Fendas antes que fosse tarde demais.

Com tamanha ajuda, Teferi eventualmente fez uma descoberta: talvez ele pudesse conter uma fenda, alinhando sua própria essência com a da fratura, criando uma espécie de ressonância de mana entre a sua ilimitada centelha de planinauta e o infinito apetite por mana da fenda. O que iniciou apenas como teoria, não demorou para ser colocado em prática. É claro que apenas um planinauta poderia conseguir isso e o planinauta em questão provavelmente seria morto no processo. Teferi explicou sua decisão para os demais e todos concordaram que fariam o mesmo com as outras fendas, caso a idéia de Teferi estivesse correta. Dirigiram-se para a fenda que se formou onde a terra de Shiv voltaria da alternância à realidade de Dominária.

Teferi admitiu que o conserto da fenda iria matá-lo, mas por milagre ele saiu vivo e sua teoria de que a fenda seria fechada graças ao uso da centelha de planinauta como uma espécie de catalisador ou de combustível estava correta. Havia uma coisa que estava faltando, no entanto. Sua centelha tinha ido embora, ele já não era um planinauta. Ele era apenas um mortal, novamente.

Finalmente, tudo fez sentido. Dominária poderia ser salva, mas o preço seria alto: para cada fenda, um planinauta teria que desistir de sua imortalidade, de seus poderes e talvez até mesmo de sua própria vida. Teferi e seus amigos começaram uma jornada por outros planinautas dispostos a tamanho sacrifício e, esta busca, é a base do enredo do bloco de Espiral Temporal.

As grandes e principais Fendas Temporais eram localizadas nas regiões de Mandara, Yavimaya, Tolaria, Shiv, Zhalfir, Urborg, Skyshroud e Otaria.

Em Mandara, ela originou-se da primeira batalha entre planinautas que ocorreu em todo o Multiverso e que consagrou Nicol Bolas como vencedor. A destruição causada pela luta retirou um terço do continente do mapa e causou o primeiro estrago consistente ao plano. A Fenda era localizada nos Portões de Talon e foi fechada por Nicol Bolas que, após uma batalha épica, matou o planinauta Leshrac para usar os poderes dele no processo.

A explosão do Sylex Golgothiano mudou o mundo de Dominaria e trouxe a Era Glacial. Mas, além dos efeitos visíveis de mudança climática, também causou a abertura de uma grande Fenda Temporal na grande floresta de Yavimaya. Leshrac manipulou Jeska e a planinauta acabou enviando Radha para selar a Fenda, mesmo não sabendo que isso enfraqueceria muito a companheira. Multani usou sua maro-feitiçaria para estabilizar parcialmente a fenda. Mas Jeska, ainda sob a influência de Leshrac, forçosamente fechou a fenda, mais uma vez usando Radha como um canal de mana ressonante e destruindo a centelha de planinauta que ela possuía. Quando o enfraquecido Multani tentou impedi-la, Jeska o destruiu.

Ao contrário das demais Fendas, a de Tolaria foi imediatamente percebida quando surgiu. A falha no experimento de viagem do tempo elaborado por Urza causou aparecimento de várias bolhas de tempo através da ilha. Durante a invasão phyrexiana à Dominária, Barrin obliterou a ilha inteira. Felizmente, Karn voltou no tempo e fechou a Fenda, impedindo Barrin de conjurar sua mágica. Curiosamente, o golem de prata não perdeu a centelha que Urza havia lhe transmitido, mas no momento após a fenda ter sido selada, Karn pareceu perceber algo terrível e se atirou nas Eternidades Cegas.

No começo da invasão phyrexiana, Teferi alternou (phased out) parte de Shiv e Zhalfir de lugar, deixando um buraco em Dominária. Quando resolveu trazer Shiv de volta, Teferi percebeu o estrago que ele próprio fizera e compreendeu o funcionamento das Fendas Temporais. Mas Zhalfir, ao contrário de Shiv, não retornou ao seu local de origem. Como Teferi perdeu seus poderes de planinauta para fechar a fenda de Shiv, não havia mais como trazer Zhalfir de volta. No entanto, a mais uma vez Jeska, manipulada por Leshrac, selou outra fenda consumindo parte dos poderes naturais de Radha sobre manipular o fluxo de mana e a deixando quase morta.

A Fenda Temporal em Urborg não surgiu de nenhum evento envolvendo planinautas, mas sim de como um efeito desencadeado pelo segundo estágio da invasão phyrexiana, a qual mesclou temporariamente os planos de Rath e Dominaria conforme planejado por Yawgmoth para que as tropas phyrexianas pudessem desembarcar de um plano em outro. Porém, quando a invasão começou, um planinauta chamado Lord Windgrace honrosamente abriu mão de sua vida para fechar aquela Fenda após fundir sua própria essência ao terreno de Urborg.

Na floresta de Skyshroud, outra planinauta, chamada Freyalise, recusou-se a ouvir os avisos de Teferi sobre as Fendas Temporais. No entanto, phyrexianos começaram a usar a Fenda existente na floresta como portal para a invasão e, após resistir bravamente durante muito tempo, Freyalise finalmente compreendeu as palavras e atitudes de Teferi perante as Fendas. Assim como Lord Windgrace, ela também se sacrificou para selar a fenda que existia na floresta que ela tanto amava.

A última grande Fenda Temporal surgiu quando Karona foi destruída. Por causa da natureza dela, a Fenda que se formou em Otaria era diferente e muito mais difícil de ser fechada. Jeska, finalmente livre do controle de Leshrac, mas torturada pela culpa e dor de suas perdas e suas ações, decidiu que ela deveria ser a única a realizar tal sacrifício. Apenas com um esforço extremo e o auxílio de Venser e Radha, Jeska conseguiu adentrar na Fenda e foi consumida pelo vórtice. Quando esta última Fenda foi selada, iniciou-se o advento da Emenda e o equilíbrio do Multiverso foi restaurado.

Nevinyrral


Nevinyrral foi um lich de Urborg. Ele controlava a Cidade de Urborg, a qual guerreava com o reino vizinho de Bogardan. Pouco se sabe a respeito desta guerra, mas o artefato possuído pelo lich é envolto de muitas lendas. A maioria delas diz que ele usou o poder deste item, o famoso Disco de Nevinyrral, para garantir que ele e todo o reino de Urborg fossem destruídos e que seus conquistadores não obtivessem nenhum espólio (principalmente, evitar que grande parte de suas pesquisas fossem roubadas também). Além disso, ele foi o autor célebre de um dos maiores livros sobre necromancia de Dominaria: o Manual do Necromante.

O nome Nevinyrral deriva do escritor de ficção científica Larry Niven, quem escreveu uma história sobre um evento apocalíptico futurista. Tal história foi lembrada pelos designers da Edição Alfa quando criaram a carta e, dessa maneira, decidiram fazer esta pequena “homenagem” para este escritor.