segunda-feira, 4 de março de 2013

Insurreição na Cidade Grande



Esta é a história por trás dos eventos que acontecem durante o Bloco de Ravnica, conforme explicado de maneira fragmentada em diversos artigos no site da Wizards.

Há muito tempo atrás, em algum dado momento durante a Era dos Dragões Ancestrais, Ravnica era uma zona de guerra entre diferentes Guildas. Além destas corporações, o mundo era repleto de criaturas poderosas e colossais. Os dragões sobrevoavam o mundo como semi-deuses subjulgando as raças inferiores aos seus caprichos e os nefilins eram personificações da total impotência dos mortais perante o explendor da natureza. Nestes tempos primordiais do plano, não havia nada que parasse o derramamento de sangue e uma guerra aberta era a ordem do dia.

Havia um fluxo de “visitantes” de outros mundos que foi gradativamente diminuindo até finalmente cessarem completamente. Este evento coincidiu com as aparições crescentes de espíritos dos mortos, que começaram a vagar sobre o mundo dos vivos. Ambos acontecimentos provavelmente fizeram parte de alguma anomalia do Multiverso.

Contruído com a tecnologia antiga dos planinautas que outrora visitaram Ravnica e projetado para ser capaz de se deslocar para qualquer lugar que existisse, o Parélio e seus tripulantes anjos viajaram até os confins do mundo, apenas para descobrirem que em algum ponto distante, a existência terminava em si mesma. Não havia caminho de saída. No entanto, como o espaço dobrava-se sobre si mesmo, uma bolha foi formado, criando um bolsão espacial onde antes era o local para onde se dirigiam os espíritos dos mortos (futuramente, este local seria chamado de Agyrem). Ravnica havia sido selada de alguma forma.

Antigamente, o mundo era um caos realmente perturbador e os espíritos dos mortos talvez fossem um aviso de que em breve as próprias guildas iriam se destruir. As guildas, nesta época, já eram o poder central em Ravnica, disputando entre si constantemente para alcançar um domínio. Esta “guerra fria” é, ainda assim, melhor do que o estado em que as coisas se encontravam antigamente, aonde uma constante guerra aberta ocorria todos os dias.

No entanto, foi no dia em que os inimigos Razia e Cisarzim se encontraram no campo de batalha, que tudo estava prestes a acabar. Todos acreditavam que os dois líderes máximos das maiores ordens militares de Ravnica começariam uma luta histórica que ficou conhecida como o Confronto de Dois Campeões. Porém, o combate nunca chegou a acontecer, pois ao invés disso os dois inimigos mortais apenas aguardaram juntos a chegada dos demais comandantes das guildas.

Os dez paruns (fundadores originais das guildas) estavam reunidos. Após um longo debate, eles decidiram baixar suas armas para sua própria sobrevivência e criaram o Pacto das Guildas, um grande tratado que definiria o papel de cada guilda na sociedade, tornando possível assim uma coexistência relativamente harmoniosa. É claro que nada foi tão simples. Dos dez paruns presentes, Apenas Azor (o principal interessado) e Razia estavam certos de que o Pacto seria a única alternativa para o fim do caos; enquanto os demais permaneceram em um impasse. Até que Svogthir, o líder Golgari, concordou em assinar, e depois disso os outros paruns o copiaram. Mesmo Cizarzim e Rakdos, que inicialmente foram radicalmente contrários à proposta, se viram obrigados à fazerem parte do acordo, pois caso contrário seriam severamente oprimidos por ele.

Os termos do documento foram escritos por Azor e, então, assinados com sangue e magia por todos os paruns. Cada signatário teria agora uma atribuição, uma parte no acordo, que iria fortalecer a própria magia do Pacto das Guildas e permitir que cada uma delas tivesse uma função na nova sociedade que se comprometeram a construir

É lógico que um mero pedaço de papel raramente é suficiente para acabar com a ambição. Enquanto as guildas fingem com falsos elogios defender o Pacto das Guildas, na verdade o fazem por que é necessário, ou caso contrário as outras guildas se aproveitariam disso como desculpa para eliminá-las. A maioria, em suas maneiras particulares, trabalha para enfraquecer as outras na intenção de se tornarem o poder único em Ravnica.

Quando o Pacto das Guildas foi criado, as facções que existiam não eram exatamente as dez guildas. Na verdade, ele não foi ainda chamado de Pacto das Guildas no momento. Seu nome original ficou perdido na história. No entanto, as facções que existiam, em seguida, foram as progenitoras das guildas posteriores. A cada uma foi dado o lugar e responsabilidade que uma guilda agora detinha. Cada um dos líderes dos grupos tornaram-se os primeiros paruns de suas respectivas guildas. Foi por causa do Pacto das Guildas que essas facções foram capazes de ordenar-se e prosperar.

O Senado Azorius é responsável por elaborar as leis de Ravnica e tentam mantê-la longe do caos. Seus membros são os mais odiados por muitos, já que eles é que elaboraram a rede social do mundo. Tentam a todo custo manter as coisas como estão, pois acreditam que a mudança traz a desordem e a guerra. Embora sejam pacifistas, mantém inúmeros cavaleiros sob seu comando. Mas quem os defende realmente é a sua magia da lei, pois a Lei é o maior aspecto da guilda. Muitos, porém, esquecem que os Azorius são o governo oficial de Ravnica. Foi fundada por Azor, no passado. Até pouco tempo atrás, o Grande Juiz Augustin liderava a guilda acreditando que mudanças apenas trazem caos e problemas. Na sua arrogância, ele decidiu que a melhor forma de servir a Ravnica era mantendo todos os demais incapazes de agir de qualquer maneira, modo ou forma. Infelizmente, os Azorius têm a mágica e os músculos para que assim as coisas permaneçam.

A Legião de Boros acredita numa lei superior, uma em que a moral é fogo e a justica a luz brilhante que dele emana. Conduzida pela arcanja Razia, Boros é a força militar mais formidavel de Ravnica, enfrentá-la de frente seria suicídio e apenas os lutadores mais hábeis e ferozes têm a honra de ser parte da Legião. Tudo em Boros é ação, deixando a análise e a suspeita para outros. Talvez seja por isto que uma parte da Legião de Boros, a Liga Wojek, foi escolhida para fazer cumprir as leis em Ravnica. A sua fé cega na justiça os torna rápidos e eficazes na neutralização de qualquer conflito. Atacam primeiro e investigam depois. Os Skyjek são a divisão militar que cavalga grandes pássaros gigantes, patrulhando o céu de Ravnica. Os Wojek se concentram no Pavilhão, uma grande fortaleza chamada Morada do Sol. Os Boros tem tudo haver com controle de tensões. Os seus soldados, que  incluem humanos, goblins, e minotauros Ordruun, estão tão determinados a manter paz que irão aplicar qualquer tática de guerra que considerarem necessárias. Eles tendem a desembainhar espadas primeiro, depois perguntar, pois  estão quase sempre certos de que qualquer ação que tomem para manter a ordem é uma ação correta. As pessoas que se opõem a eles, por definição, na melhor das hipóteses estão erradas ou na pior das hipóteses são criminosos.

Se os Azorius são o poder legislativo de Ravnica, então a Legião de Boros é o poder executivo. Eles são designados a manter a ordem e sustentar o cumprimento das leis feitas ambos pelo Pacto das Guildas e pelos Azorius. Mas na prática eles tendem a impor qualquer lei que acham que devem impor, para não mencionar algumas que nem existem,  exceto ser em seus corações e em suas mentes. A Wojek, componentes da divisão especial da Legião de Boros, são os soldados-base nesta causa; cada distrito tem uma guarnição da Wojek para protege-la.

O Conclave dos Selesnya crê que a união definitivamente faz a força. Desencorajam todo tipo de individualismo. Para os demais, o Conclave é apenas uma seita de fanáticos totalmente cegos por sua causa. Se os Selesnya não são assim, pelo menos aparentam ser. São um grupo de druidas serenos que pregam viver em harmonia com a natureza, ou o que restou dela. Seu desejo é aumentar os números da guilda, literalmente. Seus evangelistas espalham-se por Ravnica pregando os ideais da guilda, e criam elementais gigantescos para servir de guardiães e trabalhadores. O conclave aceita muitas raças diferentes, desde bestas selvagens domesticadas, a elfos e homens. Os Ledev são a força militar Selesnya. Especialmente elfos montados em lobos e homens montados em cavalos alados. Sua líder se chama Trostany.

Apesar dos Selenya aparentemente serem todos doces e alegres, uma observação mais detalhada mostra o contrário. Muitos cidadãos acham que o Conclave é uma seita, tanto quanto os Rakdos são. Cada membro é um fanático pela causa, e a conformidade não é pedida, mas sim esperada de maneira natural. Ninguém tem certeza se o Conclave realiza lavagem cerebral em alguém ou não, mas muitos membros agem como se eles realmente fizessem.

A história do Conclave esta mais intimamente ligada à magia do Pacto das Guildas do que qualquer outra guilda, mesmo o Senado Azorius. Os Selesnya acreditam terem sido unisomos deste sua fundação pela parun da guilda, Mat’Selesnya – uma fêmea humana em forma elemental criada a partir da fusão de várias dríades (mais precisamente falando, as doze dríades que se sacrificaram quando o Pacto das Guildas original foi formulado). Naquele momento Mat’Selesnya deixava de se tornar uma entidade para formar o espírito de comunidade em si e dar vida a magia que sustentaria o acordo. Sua existência no interior da grande árvore Vitu-Ghazi seria o poder que iria reforçar o Pacto durante os próximos dez milênios.

Os adeptos da guilda Enxame Golgari acreditam que se Ravnica morrer, algo melhor surgirá. Mas eles não empregam violência direta. Ao invés disto, usam doenças contagiosas, fungos venenosos e pestes. Entre eles estão os Devkarin, os elfos da sombra, e os Tetrogenos, misturas de plantas com zumbis. Os Golgari enfiltram-se em Ravnica como um bolor fétido que toma contamina tudo lentamente. Eles exploram a fronteira entre vida e morte para criar seres decaídos e magias sombrias.

Os Izzet são os grandes bem-feitores de Ravnica. Foram eles que construíram Ravnica e a mantém funcionando, buscando sempre novas formas de aperfeiçoá-la. São como cientistas loucos, que abandonam idéias novas por idéias ainda mais novas que parecem melhores. Suas buscas frenéticas normalmente terminam em explosões ou gente carbonizada. Eles conseguiram neutralizar os desastres naturais de Ravnica, mas os desastres que eles próprios causam são tão devastadores quanto os que tanto lutaram para conter. Seu conhecimento avançado no funcionamento da magia e a combinação desta com a tecnologia os faz figuras de grande respeito. São os únicos que sabem como a magia realmente funciona. É importante lembrar que suas invenções são mais alquímicas do que tecnológicas. Apesar de serem eles os responsáveis pela maioria dos trabalhos cívicos benéficos de Ravnica, suas atitudes também levaram a alguns estrondosos e destrutivos fracassos. Isto reflete a personalidade do mestre de sua guilda, o brilhante, porém temperamental, mago dragão Niv-Mizzet.

A lenda diz que para encontrar os Orzhov, basta seguir o ouro, pois trata-se de uma guilda plutocrata de falsos clérigos. Um dia, foi uma verdadeira religião, mas hoje a fé é apenas a máscara que oculta seus negócios mesquinhos e o que mantém os fiéis sob dominação. Quando um nobre da guilda morre, ritos necromânticos fazem seu espírito surgir na terra dos vivos, o que os permite cuidar dos negócios mesmo depois de mortos. É uma representação de temperança da guilda e de vitória sobre a morte. O Conselho Fantasmal, composto dos espíritos imortais dos líderes do Orzhov de outrora, se certifica de que nada permaneça no caminho do Sindicato em controlar Ravnica através do ouro e da ganância. Há dúvidas sobre o símbolo da guilda, uns dizem que é uma bússola, o que afirmaria a sua posição de negociantes, enquanto outros afirmam que é um sol em eclipse total, que quando em um medalhão significa "dono/mestre", e quando tatuado no corpo significa "escravo".

O Conluio Simic é o encarregado da natureza e da vida selvagem de Ravnica. Sua missão é preservar e promover o progresso do mundo natural ao mesmo tempo em que a cidade continua a crescer. A guilda busca proteger os elementos do plano que são incompatíveis ou mutuamente excludentes em relação a suas condições urbanas e de superpopulação. Isso não é fácil, é claro, já que as forças da civilização em Ravnica são tão prevalentes que ameaçam esmagar qualquer coisa que as contrarie. Porém, os Simic praticam um misto estranho de distanciamento e holismo que lhes oferece uma espécie de separação do sistema urbano maior, da qual sua missão de conservação depende.

Inicialmente, os Simics foram incumbidos de preservar tudo que restara da natureza, mas a marcha da civilização ultrapassou seu poder imenso. Desta forma então esta guilda deu-se outro objetivo: não apenas reviver a natureza, mas também melhorar o que dela sobrou. Eles continuamente trabalhavam como funileiros da própria essência da vida, criando novas formas de vida, poderosas, mas abomináveis paródias de seres vivos.
 
Os Simic, assim como os Izzet, sempre foram conhecidos por suas realizações científicas. Mas as semelhanças entre as duas guildas acabam por ai mesmo. Quando o Pacto das Guildas foi posto em prática, os Simic foram incubidos ​​de preservar a saúde das formas de vida e  a natureza, que já estava em uma espiral de morte. A vasta população, que se preocupava com nada a não ser em si mesma, logo asseguraram que os Simic falhassem em seu objetivo original, a medida que a cidade subjulgava rapidamente todas as áreas naturais do mundo. Mas a partir deste contratempo surgiram novas oportunidades, e um novo propósito para o Conluio: a criação de uma nova ordem natural para substituir o que havia sido perdida. Esta nova natureza seria melhor e mais forte, capaz de coexistir e prosperar junto com a agora entrincheirada civilização ravnicana. Assim, todo ser vivente – desde plantas e rãs até leviatãs e mesmo pessoas, estariam dispostas à pequenas manipulações biomanticas.

O Culto de Rakdos é um grande grupo de hedonistas, sádicos, criminosos e psicopatas liderados por um poderoso demônio chamado Rakdos. O Culto de Rakdos combina uma sede de sangue instintiva e o desejo de poder. Eles são sádicos e cruéis só por diversão. A violência oportunista é seu modus operandi. O caos e a gratificação pessoal são seus objetivos. Eles querem que Ravnica se curve a seus desejos, e qualquer coisa que ficar em seu caminho ou estiver apenas passando por ali é um alvo válido.

Um visitante de Ravnica pode perguntar por que o Culto de Rakdos não foi combatido pelas outras guildas milênios atrás. Afinal, que propósito útil poderia ter uma quadrilha de adoradores de demônios apaixonados pela matança, que não buscam nada senão o próprio prazer em detrimento do direito cívico do próximo? Muito pouco, ao que parece. Mas apesar de serem uma guilda causadora de caos, os Rakdos eram úteis para as guildas cumpridores da lei. Quando os habitantes de Ravnica precisavam remover um obstáculo ou entreter um cliente desagradável, os asseclas de Rakdos estavam sempre prontos para o serviço. Os assassinos Rakdos poderiam ser confusos, mas eles eram muito entusiasmados, e muitos ravnicanos acreditam até hoje que os restaurantes e discotecas do culto do demônio eram incomparáveis.

A abominação de fogo e corrupção, Rakdos, o Profanador, é o lorde demônio fundador da guilda cuja origem é desconhecida para todos. No momento da assinatura do Pacto das Guildas, Rakdos foi um dos paruns que não se sentiu confortáveis com o acordo; mas logo vira que era melhor que fizesse parte do Pacto para que não fosse oprimido por ele no futuro.

Após o Pacto, Rakdos continuou a fazer o que sempre fez: esmagar, matar e comer. O Lorde Demônio entreteve-se com os cidadãos de Ravnica por milhares de anos, mantendo um culto de personalidade cujos números só não aumentavam por causa da alta taxa de mortalidade da guilda. No entanto, para a sorte das pessoas em Ravnica, o Lorde Demônio mantinha-se durante a maior parte do tempo adormecido nas profundezas do Submundo, enquanto seus seguidores espalhavam o caos e a matança pela superfície.
 
Existe em Ravnica a lenda de que há uma guilda secreta, composta por espiões e assassinos. É a Casa Dimir, uma guilda que acredita que o melhor meio para controlar Ravnica é estar invisível. Para tal, espalham a idéia de que não existem e cuidam para que seu segredo não seja descoberto. Mesmo os líderes não se revelam aos seus seguidores. Usam fantasmas como mensageiros e espiões. O símbolo é uma aranha com um olho nas costas.

A guilda Gruul um dia foi poderosa e influente, mas sempre foi mal vista pelas outras guildas. Todos acabaram por lhes reduzir a um amontoado de tribos violentas isoladas da sociedade, e passaram a viver anárquicamente nos distritos arruinados afastados do progresso. Isso fez os Gruul odiarem a civilização, e esse desejo insano os fizeram violentos. Agora els querem destruir qualquer vestígio da sociedade que um dia os baniu de seu lugar. São bárbaros selvagens guiados pelo desespero, pela vingança e pela paixão.

Antes e durante um curto período de tempo após a assinatura do Pacto das Guildas, os Clãs Gruul eram uma guilda selvagem e nobre encarregada de manter os lugares selvagens de Ravnica. Eles deveriam manter a civilização em xeque. Seu parun foi o poderoso e grosseiro ciclope ancião Cisarzim, possuidor do lendário machado Skullhammer. A civilização e as outras nove guildas, no entanto, invadiram todos os lugares selvagens do planeta. Isso mudou os Gruul.

Conforme os ermos e selvas foram sendo engolidos, assim também eram tomas as responsabilidades dos Gruul. Os Simic alegaram jurisdição sobre futuro da natureza. Os Selesnya pregavam sobre a natureza, a fim de trazê-la para seu Conclave. Com as suas responsabilidades assumidas por outros, eles passaram a ser vistos como alheios ao Pacto das Guildas e o Senado Azorius começou a escrevê-los fora da lei. Fora da lei, os Boros não eram obrigados a protegê-los e os Orzhov eram livres para escravizá-los.

Os Gruul se descentralizaram, perdendo qualquer tipo de liderança real. A guilda se tornou nada mais que uma afiliação frouxa de clãs – e eles estão com raiva. Eles foram explorados e ignorados durante séculos e já tiveram o suficiente. Agora os anarquistas se agarram a qualquer razão para causar o caos e destruir um símbolo da civilização.

Logo após a assinatura do Pacto das Guildas, o mundo ainda se encontrava em um caos residual, graças aos longos tempos de guerras abertas. A pilhagem, escravidão, miséria, fome e decadência poderiam ser vistas em todos os cantos. As guildas ravnicanas então assumiram a responsabilidade de reverterem isto e dividiram-se em tarefas com o objetivo de melhorarem o mundo como um todo. As criaturas monstruosas que fossem consideradas um perigo para a manutenção desta nova ordem foram caçadas até sua virtual extinção. Uma dessas apocalípticas entidades eram chamados de nefilims e foram aprisionados abaixo da terra. Assim, o plano começou sua longa evolução em um planeta essencialmente urbano.

A magia do acordo era implacável e conferia poder absoluto às guildas, embora também mantesse o equilíbrio entre elas. Com exceção dos Gruul, que acabaram sendo atropelados pelo progresso das cidades e excluídos do Pacto, as guildas de Ravnica fizeram suas agendas avançarem, sem que as demais pudessem interferir. Elas ainda continuaram a atacarem umas as outras, mas agora em uma constante guerra fria que acontecia nos bastidores onde sempre tentavam encontrar brechas nas leis para adquirirem mais poder.

O Pacto das Guildas durou bastante tempo sem violações graves, até o dia do Decamillennial (aniversário de 10 mil anos do acordo). Neste dia, o Coral do Conclave iria realizar a Canção da Convocação, um ritual através do qual todo o plano seria abençoado, e seus pecados perdoados. Este ritual também renovaria o Pacto das Guildas por mais milhares de anos.

No momento do Decamillennial, Szadek tomaria o controle do Conclave Selesnya (a força oficialmente oposta à ele segundo) afim de impedir que a canção da Convocação fosse realizada pelo Coral do Conclave. Em seguida ele mataria Mat’Selesnya e destruiria definitivamente o Pacto das Guildas. Enquanto isso, a ambiciosa Savra finalmente ajustou suas contas com o trono Golgari.

Mil anos antes do Decamillenial, o quinteto de górgonas conhecido como Irmãs da Morte Petrificante, que eram suas assistentes de maior confiança, rebelaram-se contra Svogthir e o desafiaram pela liderança do Enxame. Como resultado da batalha, o necromante matou duas górgonas antes do seu corpo ser apodrecido e petrificado. No entanto, como ele era um lich e não podia ser destruído, sua cabeça foi separada do corpo e trancada em uma tumba oculta chamada Svogthos.

Conforme prometido por Szadek, ela encontrou a cabeça parun dos Golgari escondida dentro de Svogthos e reanimou um corpo poderoso para que o lich pudesse vingar-se das Irmãs que o aprisionaram. Durante o novo embate, Svogthir matou outras duas irmãs das três que haviam restado. Porém, quando a vitória estava clara, Savra se mostrou uma traidora. Ela não havia contado que o corpo que havia reerguido para o lich não possuía força suficiente para manter-se em uso por mais do que alguns momentos. Dessa forma, ele se desmantelou novamente em um pilha de pedaços de carne putrefata e Savra colocou sua cabeça em seu cetro, proclamando-se a nova líder da guilda. Mais tarde, na noite do Decamillennial Savra se infiltrou no Conclave Selesnya  e tentou toma-lo também, mas Szadek a traiu e a matou.

Depois que Savra foi morta por Szadek, secretamente Svogthir apossou-se do corpo dela e se aliou à Momir Vig na esperança de destruir os cidadãos imperfeitos de Ravnica através do Experimento Kraj. No entanto, poucos segundos após a ativação do Kraj, Vig foi morto pelo espírito de Agrus Kos que viera tentar impedir os seus planos também escondido no corpo de Savra (tanto Agrus Kos quanto Svogthir haviam usado seus espíritos para possuírem o corpo da elfa, porém o Tenente Wojek manteve-se oculto fingindo que a força do parun Golgari o impedisse de agir). Sem uma inteligência superior para guiá-lo, Kraj continuou cego, guiando-se instintivamente e causando alvoroço na cidade. Após sua ativação, Kraj começou a chamar e absorver todo o citoplasto em Ravnica, assim incapacitando, mutilando e matando todos aqueles que usavam o bio-melhoramento Simic. Cada pedaço de citoplasto em todo o mundo rasgou-se livre e voou para Kraj. Seu corpo chegou a tais proporções que mesmo Novijen (o lugar onde o experimento manteve-se desativado) foi capaz de suportar o crescimento do mosntro. Nesse meio tempo, Svogthir desapareu e nunca mais foi visto desde então.

Os planos de Szadek acabaram sendo impedidos pelo tenente Agrus Kos, que capturou e prendeu o vampiro por crimes contra o Pacto das Guildas. Mas Mat’Selesnya ficou bastante debilitada após o episódio. O veterano tenente também descobriu o plano do mestre da guilda Azorius, Augustin IV, que ansiava destruir o Pacto para governar Ravnica. Agrus lentamente foi desvendando os mistérios com uma investigação insistente e participando voluntariamente das tarefas emitidas por Augustin durante todo o tempo para se manter próximo do inimigo.

Quando a guerra interminável entre diferentes facções dos habitantes de Ravnica teve um momento de pausa, Szadek se reuniu com outros poderosos líderes e incitou a proposta do Pacto que Azor I havia sugerido. Assim, sob a alcunha de Guildas, cada grupo teria oficialmente obrigações em troca de liberdade dentro de seus domínios. No entanto, uma cláusula intrigante foi adicionada a pedido do próprio vampiro: a presença e o envolvimento de Szadek com os paruns deveria ser totalmente secreta. Nenhum dos paruns, nem mesmo o próprio vampiro, poderiam tornar a Casa Dimir pública, senão o Pacto seria desfeito.

No entanto, esta parte do acordo era apenas uma forma de esconder a verdadeira função dos Dimir para o Pacto. Quando o documento foi assinado, Szadek foi indiretamente incubido de quebrá-lo um dia. O motivo disso era deixar a própria magia do Pacto das Guildas mais poderosa, pois uma vez que houvesse uma guilda que se opusesse ao acordo, as demais poderiam se unir para combatê-la, e assim a necessidade do Pacto das Guildas perpetuaria. Isso criou um paradoxo na estrutura do Pacto das Guildas que acabaria por permitir que ele fosse tão poderoso que nem mesmo os paruns poderiam desfazê-lo por mero capricho.

Dessa forma, a Casa Dimir nunca existiu oficialmente. A população geralmente acreditava que apenas nove guildas existiam e que, se um dia houve uma décima, esta dissolveu-se há milhares de anos. O nome Dimir manteu-se desconhecido pela maioria das pessoas e aqueles que o conhecem acreditam que ele seja um mito, uma história para crianças ou uma teoria da conspiração paranóica.

Szadek possuía um plano para tentar controlar Ravnica e, para realizá-lo, em determinado momento ele pretendia quebrar o Pacto das Guildas. Por milênios ele organizou tudo para que culminasse em uma grandiosa vitória que ocorreria durante o festival do Decamillenial. Através de uma aliança com a elfa devkarin Savra, que desejava libertar Svogthir (o parun da guilda Golgari) para que ele derrotasse as Irmãs da Morte Petrificante que haviam aprisionado-o e lideravam o Enxame Golgari no momento, Szadek garantiu que seu estratagema funcionasse. Assim que ele prometeu ajudá-la confidenciando a maneira de trazer o antigo parun de volta de sua forma de pedra (cortesia da górgonas), Savra tornou-se uma assecla do vampiro. O próximo passo foi manipular o interior da Legião Boros, fazendo com que diversos cargos de chefia fossem ocupados por asseclas de sua confiança. Em seguida, ele também forjou uma aliança com o Conclave Selesnya e indicou a própria Savra para fazer parte do Coral do Conclave. Era um jeito muito astuto de adentrar em Vitu-Ghazi e se aproximar de Mat'Selesnya, o parun da guilda.

A história do Conclave esta mais intimamente ligada à magia do Pacto das Guildas do que qualquer outra guilda, mesmo o Senado Azorius. Os Selesnya acreditam terem sido unisomos deste sua fundação pela parun da guilda, Mat’Selesnya – uma fêmea humana em forma elemental criada a partir da fusão de várias dríades (mais precisamente falando, as doze dríades que se sacrificaram quando o Pacto das Guildas original foi formulado). Naquele momento Mat’Selesnya deixava de se tornar uma entidade para formar o espírito de comunidade em si e dar vida a magia que sustentaria o acordo. Sua existência no interior da grande árvore Vitu-Ghazi seria o poder que iria reforçar o Pacto durante os próximos dez milênios.

Enquanto Mat’Selesnya permanecesse viva em Vitu-Ghazi, o Pacto das Guildas teria poder e assim foi até que Szadek conspirou para tomar o controle do Conclave e matá-la, com o objetivo de destruir para sempre o Pacto das Guildas e impedir que se renovasse no momento do Decamillennial. Szadek e sua guilda manteram sua parte no acordo e trabalharam invisíveis até o momento crucial de seu plano milenar.

Nas vésperas do aniversário de dez mil anos do Pacto das Guildas a Legião de Boros sofreu um ataque direto, algo considerado completamente improvável para eles (e todos em Ravnica). Os responsáveis pelo ataque eram os Golgari e sua mais nova líder, a ambiciosa Savra. Os teratógenos Golgari juntamente com outras forças aliadas atacaram o Décimo Distrito, pegando a Legião de surpresa. A resistência seria bem mais fácil não fosse o total desaparecimento do escalão angelical Boros. Sem o auxilio dos poderosos anjos, os mortais defenderam a fortaleza com bravura até que os Golgari foram vencidos.

Contudo, o incidente acarretou em uma baixa na auto-estima e confiança da Legião de Boros apartir da qual a guilda descobriria que seus líderes misteriosamente pareciam não estarem mais entre eles e agora os mortais estavam entregues à prórpia sorte. Pior de tudo, os magos da guilda, os únicos que poderiam contatar os anjos, não sabiam dizer o paradeiro de seus mestres. A agora dizimada Liga Wojek teve que pedir ajuda temporária para organizações semelhantes de outras guildas. Muitos cavaleiros ledev do Conclave Selesnya, assim, serviram como oficiais de patrulha auxiliares.
 
O cidadão comum de Ravnica jamais saberá o quanto o Pacto das Guildas esteve perto de uma dissolução na noite em que os Golgari atacaram Vitu-Ghazi, a sede do Conclave Selesnya. Pela primeira vez em séculos, as guildas entraram em guerra declarada. Obviamente, uma reviravolta assim não acontece da noite para o dia: Savra levou anos para infiltrar-se no Coral de Selesnya e ganhar voz na consciência coletiva. Ela tramou a morte de um importante hierarca loxodonte, a queda das górgonas e até mesmo a manipulação total de seu próprio irmão Jarad. Então, novamente, ela obteve uma ajuda "invisível".

Entretanto, o plano de Savra teve uma vítima inesperada: uma garota encontrada morta na luta contra Agrus Kos, o veterano Wojek de muitos anos na guilda onde os melhores e mais brilhantes costumam morrer em ações de guarnição. Ele é determinado, e leal a Razia, mas um pouco cansado da vida, pois já viu politicagem e sofrimentos excessivos em seus dias. A morte da garota levou Kos a um ataque onde nem mesmo os anjos de Boros ousavam entrar e ele acabou por entrar na Árvore-Cidade, o local que seria palco da exterminação quase total do Conclave dos Selesnya.

Mesmo com a revelação dos conspiradores Golgari e Dimir, outras guildas continuaram a agir por conta própria. Com o frágil equilíbrio das guildas ameaçado, os Orzhov colocaram seus planos em ação. A Guilda dos Negócios estava de olho na perturbada província de Utvara, e os patriarcas sabiam que este era o momento certo para reivindicá-la.

Graças à engenhosidade dos Izzet, Utvara já havia sido salva de uma invasão Simic. No entanto, a situação tornou-se complexa com a interferência de um jovem e cruel comandante militar Gruul, que simplesmente não pretendia que os Orzhov conquistassem o que era seu sem uma boa briga.

No momento do do Festival do Decamillenial, Szadek tentaria tomaria o controle do Conclave Selesnya (a força oficialmente oposta à ele segundo) afim de impedir que a canção da Convocação fosse realizada pelo Coral do Conclave. Em seguida ele mataria Mat’Selesnya e destruiria definitivamente o Pacto das Guildas. Enquanto isso, a ambiciosa Savra finalmente ajustou suas contas com o trono Golgari. Conforme prometido por Szadek, ela encontro o corpo petrificado de Svogthir e devolveu-lhe a vida para a ajudá-la a derrubar as Irmãs que o aprisionaram. Em seguida, Savra usou magia matka antiga para abater Svogthir e retirar seu espírito, aprisionando-o em seu cetro, para em seguida proclamar-se a nova Rainha dos Golgari. Mais tarde, Savra se infiltrou no Conclave Selesnya  e tentou toma-lo também, mas Szadek a traíu e matou.

Augustin IV compreendia as detalhadas minutas do acordo mágico e encontrou um paradoxo que poderia ser criado para destruí-lo. Uma vez que a força opositora (Szadek) devia ser mantida em segredo e os paruns não estavam autorizados a transmitir essa informação, ele apenas precisaria nutrir a vontade do vampiro em dominar o mundo para que sua existência fosse ocasionalmente descoberta, arruinando o equilíbrio forçado e permitindo aos Azorius governarem sozinhos. Como um mestre de marionetes, Augustin guiou Agrus Kos a criar tal paradoxo.

O segredo do Pacto das Guildas de que todos os paruns haviam concordado com a violação do acordo por parte de Szadek somente foi compreendido por Agrus Kos quando ele prendeu o vampiro ancião. O tenente havia impedido que tal feito fosse realizado e, consequentemente, abrindo uma deixa para que líder da Casa Dimir iniciasse uma revolta baseado nesta premissa. Obviamente tudo foi premeditado por Szadek, que não apenas planejou tudo aquilo como apenas encenou sua resistência à prisão para que o Pacto fosse quebrado no momento em que ele possuía o poder necessário para enfrentar os outros paruns. Ou assim ele pensava, pois também era esse o plano de Augustin.

Com a magia do Pacto começando a ruir, Augustin visitou Szadek em sua cela no Senado Azorius e frustou os planos do vampiro retirando-lhe a alma do corpo e a enviando para o distrito Agyrem (local onde as almas dos mortos eram destinados na cidade, também chamado de Quarteirão Fantasma). Porém, mais uma vez, Szadek antecipou este movimento e, quando sua alma chegou em Agyrem, seu plano final teve início. Ele acumulou um grande exército espectral, reunindo grande parte dos espíritos desgarrados sob sua bandeira e preparava-se para uma investida aberta contra as demais guildas. 

Depois que o Pacto foi criado, os Alto Juizes viram a forma definitiva de exercer o controle necessário em todo o plano. Isso porque a cláusula que se referia às responsabilidades do Senado dizia que eles teriam a função de criar as leis de Ravnica, o que os colocava na posição de maior poder na cidade. Os Azorius não precisariam nem mesmo de aprovação das outras guildas para isso. No entanto, por ironia, a maior pedra no sapato do Senado ela patriocinada pelo próprio documento que seu parun elaborou.

Razia monitorava as atividades Szadek e ficou irada com tal acontecimento, decidindo que não permitiria que aquele exército infame tomasse as ruas da Ravnica, adentrando no Parélio e se dirigindo para Agyrem afim de atacá-los antecipadamente. Os anjos da Legião Boros entraram em combate aberto com os espectros de Szadek e acabaram perdendo o confronto, bem como a própria Razia foi morta pelo parun vampiro, que estava mais poderoso do que nunca. Durante estes evento, Agrus Kos também encontrou seu fim, enquanto combatia as falanges espectrais. Mas, devido a um contrato Azorius pela prestação de seu serviço, ele não estava preso continuou no distrito fantasma.

Com o Pacto das Guildas quebrado, o parun Dimir Szadek começou a criar o caos enquanto tentava conquistar o poder supremo e não demorou muito para que o resto das guildas de Ravnica também se envolverem em uma grande corrida pelo controle de Ravnica. Agrus Kos, com o auxilio da baronesa Teysa Karlov e do lich Jarad, tentaram encontrar meios de impedir uma guerra generalizada.

No final de tudo, Augustin IV e os demais senadores Azorius se reuniram no Prahv. O árbitro-mor alegou que o plano estava á beira de uma guerra iminente entre as guildas e os senadores iniciaram uma votação para decidirem o destino de Ravnica. Sob o argumento de que a Legião Boros era uma guilda falida sem a presença de Razia e, consequentemente, incapazes de manter a ordem na cidade; os senadores decidiram declarar o Pacto das Guildas uma falha e estabeler uma nova “lei marcial” sob controle do Senado. Com esta medida Augustin assumiria as responsabilidades de um ditador judicial, colocando os azorius sobre controle absoluto sobre o plano por tempo indeterminado.

Entretanto, após derrotar a parun Boros, Szadek foi capturado pelo agora espírito de Agrus Kos, que o prendeu com um “aterrador” (um equipamento feito para capturar espíritos). Sabendo dos planos ditatoriais de Augustin, Kos assumiu o controle do Parélio, reparado por sua companheira Pluma, e partiu para Pravh, o distrito Azoriu onde os senadores estavam reunidos. O falecido tenente forçou a embarcação angelical a se colidir com o Senado, causando centenas de mortes dentre os azorius. Augustin IV ainda estava vivo e tentava encontrar uma rota de fuga, mas Agrus Kos o surpreendeu mais uma vez, ouvindo o avanço de tropas lideradas por Teysa, que havia se unido ao tenente para dar um um fim àquela insurreição. Enquanto Augustin tenta argumentar, Kos arremessa o "aterrador" em sua direção, de forma a quebrá-lo e libertar o espírito capturado de Szadek. Enfurecido e ansioso por vingança, o vampiro destruiu o corpo e devorou a alma do árbitro-mor.

Após esses acontecimento, o irmão de Savra, o Caçador Mestre Jarad vod Savo, que tinha ajudado a derrotar Szadek, assumiu o posto de líder a guilda.  Quando Savra lhe confidenciara o plano de libertar e trair Svoghtir para que ela própria assumisse a liderança dos Golgari, Jarad se opôs à ela. Tentando se afastar desta trama, ele passou um longo tempo longe do Submundo. Porém, a notícia da morte de Savra pelas mãos de Szadek lhe encheu de ressentimentos e Jarad retornou. Após derrotar todos os desafiantes, ele assumiu a liderança da guilda e se casou com Fonn Zunnich, com quem ele teve um filho.

Doze anos mais tarde, Jarad é morto pela cultista de Rakdos, Izolda, ao tentar resgatar seu filho Myc Savo Zunich das garras da bruxa sanguinária. Contudo, Jarad mostrou-se exímio nas artes necromânticas e foi o único ser em toda a história da guilda que conseguiu repetir a façanha de Svogthir de se tornar um lich.

De maneiras cada vez mais estranhas, os Simic começaram a modificar a natureza para que ela pudesse sobreviver em um mundo cada vez mais coberto pela cidade. Eles começaram a "melhorar" a biologia, empurrando evolução e criando novas formas de vida. Os biomantes visionários ainda foram além, e desenvolveram maneiras de aprimorar os corpos das pessoas. Infelizmente para os Simics, o povo de Ravnica não queria ser melhorado ou se submeter a cirurgia necessária para receber estes benefícios (exceto membros do próprio Conluio e pessoas que necessitavam de próteses).

Frustrado e furioso pela rejeição de suas idéias visionárias, o então líder Momir Vig, que comandava os Simic desde até onde se sabia, resolveu fazer as coisas ao seu próprio modo ao invés de contar com a aceitação das pessoas ignorantes de Ravnica. Ele criou os citoplastos e, durante anos a fio, manteve-se ocupado com um projeto biomântico misterioso que envolvia a criação de uma forma de vida definitiva. No entanto ele manteve segredo absoluto sobre o que realmente era este experimento, assim como pra que seria usado.

Durante a Insurreição das guildas, Momir Vig decidiu revelar ao mundo sua obra de genialidade. O Experimento Kraj era, tecnicamente falando, um corpo enorme e amorfo feito de citoplasto, com um enorme aglomerado neurônios em seu cérebro. Vig se uniu à Svogthir (parun Golgari que no momento habitava o corpo de Savra) para finalmente ativar Kraj e usá-lo para varrer Ravnica e contruir um novo futuro para o plano. Kraj derrotaria Rakdos; o lorde demônio que seria libetado em breve também graças às ações de Vig e Svogthir; e com isso o líder da guilda mostraria para os cidadãos de Ravnica que quem comandasse Kraj comandaria todo o mundo.

No entanto, poucos segundos após a ativação do Kraj, Vig foi morto pelo espírito de Agrus Kos. Sem uma inteligência superior para guiá-lo, Kraj continuou cego, guiando-se instintivamente e causando alvoroço na cidade. Após sua ativação, Kraj começou a chamar e absorver todo o citoplasto em Ravnica, assim incapacitando, mutilando e matando todos aqueles que usavam o bio-melhoramento Simic. Cada pedaço de citoplasto em todo o mundo rasgou-se livre e voou para Kraj. Seu corpo chegou a tais proporções que mesmo Novijen (o lugar onde o experimento manteve-se desativado) foi capaz de suportar o crescimento do mosntro.

O episódio mais notável e catastrófico que se tem notícia desde o Decamillennial envolvendo experiências insanas dos Izzet foi com um mago chamado Zomaj Hauc na zona de reclamação do Vale Utvara. Hauc foi sem dúvida o mago mais demente da recente história da guilda Izzet. Sua genialidade e obsessão foram talvez apenas rivalizada pelo seu líder, Niv-Mizzet. Nos últimos anos, Hauc arquitetou um plano que, se funcionasse, teria devastado uma enorme quantidade de cidades de Ravnica. Escondendo seus estratagema no Vale Utvara, uma área afastada da megalópole, ele trabalhou diligentemente explorando seus servos todas as maneiras que pôde para que tudo desse certo e Ravnica se ajoelha-se diante dele. Seu plano envolveu três ovos de dragão que ele tinha descoberto anos no passado. Os dragões de Ravnica, em tempos  antigos, eram imensos e praticamente divindades, que guerreavam entre si. Nos tempos modernos, os dragões são apenas uma sombra pálida daqueles poderosos espécimes de outrora. Com exceção, é claro, do dracogênio líder da Liga Izzet. Hauc manteve aqueles ovos sob grande cuidado durante anos, esperando chocá-los e, em seguida, controlar suas mentes, tornando-se o regente de três semideuses. Inicialmente ele tinha a ajuda da baronesa de Utvara, Teysa Karlov, mas quando ele revelou que usaria os dragões para aniquilar Ravnica e governar a partir das cinzas, ela ficou descontente com a proposta e decidiu que encontraria uma forma de impedí-lo.

Conduzindo seu plano em segredo de sua guilda, ele criou uma bolha de éter que sugava os espíritos e acumulava sua energia ectoplásmica, chamada Cisma. Durante anos, Hauc abasteceu as máquinas que seriam usadas para despertar os dragões. No entanto, seus planos foram interrompidos por Agrus Kos, seus aliados, e a baronesa Teysa Karlov. Zomaj ainda conseguiu despertar dois dos dragões, mas Teysa tomou o controle de um deles e o sacrificou para matar Zomaj Hauc.

O caos causado por Hauc teve fim, mas trouxe conseqüências sérias posteriormente. Cinco nefilims, que haviam acordado devido as obras de construção de Utvara, alimentaram-se do cadáver de um dos dragões acordados por ele. As monstruosidades cresceram exageradamente em tamanho e começaram a destruir tudo. Foi o suficiente para que ninguém menos que Niv-Mizzet aparecesse para resolver a situação e ajudar a goblin engenheira Crix a impedir a destruição. O parun matou dois dos nefilins, mas foi gravemente ferido pelos outros. Entediado com a luta, o dragão partiu e deixou sua guilda abandonada por muitos anos, até retornar recentemente.

Não se sabe ao certo como a Liga Izzet passou a operar desde então, mas é provável que os cientistas loucos não cessaram os trabalhos, ainda mais depois da destruição causada no últimos tempos antes da ruptura do Pacto das Guildas. É muito provável que os Izzet tenham ordens específicas deixadas pelo Mente de Fogo para que toda a guilda se empenhe em reconstruir a cidade (como sempre fizeram).

Em Utvara, os nefilins despertos que Niv-Mizzet não destruiu assolaram completamente a região e depois rumaram para a cidade principal. No mesmo ano, uma série de inssurreições ocorreram causando caos e confrontos diretos entre as guildas, como não acontecera desde antes da assinatura do Pacto das Guildas

Enquanto isso, graças às ações da cultista Izolda, o demônio Rakdos despertava. Tendo permanecido na liderança da guilda durante as centenas de anos que seu parun esteve adormecido, Izolda queria levantar Rakdos e tomar o controle dele para causar o caos em grande escala. Para o ritual funcionar, ela usou fluído cerebral dracônico, fornecido por Momir Vig e retirado do cadáver de um dos dragões mortos em Utvara; e do sangue de um líder de guilda – neste caso, foi utilizado o de Myc Savo Zunich, o filho do recém consagrado líder dos Golgari, Jarad. Isto fez com que os membros do Enxame entrassem em conflito com os cultistas e intervessem. No entanto, o ritual não foi interrompido a tempo, o que resultou na libertação de Rakdos.

Faminto, após centenas de anos adormecido, Rakdos rumou até a superfície devorando todos que via pela frente e com isso aumentando sua força. Ele parou finalmente aos pés de Vitu-Ghazi, o líder Selesnya, onde planejou causar a maior rebelião já vista desde a assinatura do Pacto das Guildas. O Profanador chegou a atacar os muros da Árvore-Cidade permitindo que um enxame de ratos infernais invadissem o local. Momentos mais tarde, Izolda terminou seu ritual, matando Jarad e assumindo finalmente o controle da mente de Rakdos.

Sem que ela soubesse, os Simic conheciam seus planos e planejavam usar o Experimento Kraj para derrotar Rakdos. O demônio lutou com o ser medonho criado por Momir Vig e, na batalha épica que se seguiu, o parun acabou sendo absorvido para o interior do corpo do monstro. Isto pôs Rakdos em um coma e também paralizou Kraj. Izolda recebeu todas as lesões que haviam sido infligida sobre Rakdos durante a luta, assim, entrando em coma também. Logo depois ela foi comida viva pelos insandecidos cultistas que a rodeavam.

O Culto de Rakdos e o Enxame Golgari entraram em conflito direto após a cultista Izolda raptar o filho do líder Jarad. Manipulada por Momir Vig do Coluio Simic, Izolda completou um ritual para despertar o próprio Rakdos. O lorde demônio emergiu até a Cidade de Ravnica causando caos e destruição, matando um nefilim e aparecendo logo em seguida em Vitu-Ghazi, onde planejava causar uma grande rebelião.  

Momir Vig se uniu ao parun Golgari, Svogthir, para ativar o Experimento Kraj e, como primeiro passo, usariam-o para derrotar Rakdos e mostrar aos cidadãos de Ravnica que quem controlasse Kraj controlaria a cidade inteira. Vig acabou morto e Kraj perdeu o controle, destruindo Novijen, matando incontáveis pessoas e avançando para o centro da cidade.

Assim, Vitu-Ghazi haveria de ser alvo de um novo ataque. O lorde demônio Rakdos, depois de ser despertado nas profundezas do Submundo, emergiu no Distrito Selesnya com intenções de causar uma grande revolta. Ele abriu um enorme buraco no muro construído ao redor da Árvore-Cidade após o ataque no Decamillennial, permitindo que uma ninhada de incontáveis ratos invadissem o guildhall. O próprio Rakdos atacaria Vitu-Ghazi, mas o Experimento Kraj desviou sua atenção. Os dois seres entraram em confronto e Kraj absorveu Rakdos em seu corpo, colocando o demônio em um estado semelhante ao coma. Isso, no entanto, foi demais também para Kraj.

Após Kraj ter sido desmembrado por integrantes do Conclave Selesnya, o corpo de Rakdos permaneceu em torpor, embora ainda vivo. Mais tarde, Aurélia, a nova líder Boros, despejou o corpo de Rakdos de volta em seu poço de lava em Rix Maadi.

O destino do Culto de Rakdos após isto tornou-se incerto. Os Golgari formaram a um grupo para ajudarem à levar o corpo de Rakdos devolta até seu local de repouso, na esperança de obter vingança sobre os cultistas. Mas a maioria deles já estavam muito ocupados lutando entre si. No entanto, é possivel que o grupo ainda permaneça ativo mesmo sem a presença de um líder.
 
Depois de tudo isso, é fácil deduzir que o Conluio Simic certamente deixou de existir. Com a morte de seu líder, a destruição da sede e a morte de cada ser que foi aprimorado por citoplasmo (virtualmente todos no Conluio Simic), certamente não restou nenhum resquício da guilda. Ou assim todos pensavam.

Após a dissolução do Pacto das Guildas, Mat'selesnya entrou em uma hibernação profunda e ninguém conseguiu penetrar fundo o bastante na mente-mundo para contata-la. Parecia que a guilda Selesnya estava fadada a desaparecer completamente. Trostani conseguiu reestabelecer o elo com a parun de Selesnya e desenvolveu uma compreensão profunda de sua vontade. Através dela, o Conclave Selesnya foi reestabelecido, um renascimento da cultura e arquitetura de Selesnya ocorreu, e a guilda retornou da beira da dissolução.

O parun vampírico Szadek foi banido definitivamente para Agyrem. A guilda Dimir é considerada destruída e é omitida do novo pacto não-mágico criado por Teysa. O Conselho Fantasma ainda lidera o Sindicato Orzhov, apesar de muitos dizerem que Teysa Karlov é o verdadeiro poder por trás do Obzedat.

Há dez mil anos, as guildas baixaram armas e assinaram um tratado de paz elaborado a fim de que cada uma teria uma função para melhorar o mundo. Segundo o Pacto das Guildas, assinado por todos os líderes das guildas, cada uma das dez guildas teria uma função na sociedade. Algumas guildas, como o Conclave Selesnya e a Legião de Boros estavam contentes com sua função, mas outras, como o Sindicato Orzhov, que tentavam manipular ao máximo os estatutos do Pacto das Guildas ao seu favor. Assim, um pedaço de papel não conseguiu parar a ganância, e as guildas mantiveram uma guerra-fria pelo controle de Ravnica, e suas intrigas aumentam ante o caos da cidade grande até o contrato ser enfim desfeito.


 

domingo, 3 de março de 2013

Homúnculos


Homúnculo é um tipo de criatura criada artificialmente que possui consciência própria que costumam se parecer com pequenos humanos mutantes e estarem associados ao mana azul. Sua forma física habitual assemelha-se a um pequeno ser humano mutante, com apenas um olho gigante. 

Um homúnculo bem feito cuida da mente de seu mestre, podando os pensamentos que levam à loucura. Poucos sábios sobrevivem ao estudo do infinito sem a ajuda de um deles. Mas também são usados para tarefas domésticas ou para dar assistência em alguma empreitada perigosa.

Antigamente estas criaturas eram enquadradas na categoria de Ilusões, como eram os caso do Homúnculo Furtivo e do Homúnculo Turvo. Mas a partir da série Visões do Futuro, com o aparecimento do Busca Amarrada, o tipo Homúnculo foi inserido oficialmente e os dois casos anteriores sofreram erratas.

Esper, um dos cinco Fragmentos de Alara, os magos medem sua riqueza e status pelo número dessas criaturas de pele azulada em seus séquitos ou então utilizaram o etherium para criar pequenos ajudantes. Já os homúnculos de Innistrad são assistentes corcundas de cientistas loucos ou vampiros.

Em Ravnica, os pesquisadores Simic são famosos pelos tipos curiosos de homúnculos resultantes de seus experimentos genéticos. Muitos deles são usados por alguns cidadãos em pequenas atividades caseiras, como por exemplo a função de porteiro. Lá também reside Fblthp, um famoso homúnculo que trabalha no Jardim dos Magistrados do Senado Azorius.

 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Boneco Empalhado


Você pode vê-lo? Aquele ponto vermelho alto no céu à noite? É um prenúncio da destruição. Não há muito neste mundo louco em que se possa confiar. Mas se eu estou certo de uma coisa, é que aquele ponto rubro está direcionado para mim.

Eu sou um emissário da dor. Eu sobrevivi inúmeras batalhas, vi gerações virarem em pó e assisti reis poderosos se tornarem história. Fui torturado e amaldiçoado... mas ainda assim sobrevivi. Eu tenho experimentado coisas que fariam a maioria cair de joelhos chorando em desespero. Sim, eu tenho sofrido.

Não muito tempo atrás, ocorreu-me uma revelação. Eu estava de joelhos na lama ensanguentada de um campo de batalha chuvoso. Por horas, os homens e os animais tinham lutado uns contra os outros em um combate furioso. Um trovão rugiu, quase abafando os gritos de dor e fúria. De repente, eu estava sobrecarregado com uma enorme sensação de injustiça. Se eu tivesse uma boca, eu teria gritado para o céu: "Absurdo! É tudo em vão?"

Nesse instante, uma lâmina de ouro perfurou minha barriga. Olhando para a espada dourada na minha garganta, fui atingido por um momento de clareza em um mundo insano. De repente, eu tinha que saber o que foi que eu fiz para sofrer dessa maneira.

Depois que me arrastei para um lugar mais alto, eu parti em uma busca de respostas. Procurei grandes magos em academias ilustres de aprendizagem. Implorei monges em suas torres para compartilharem o seu conhecimento oculto. Eu caí aos pés de filósofos debatendo os fundamentos da própria vida. Nenhum deles tinha respostas para um boneco empalhado no meio de uma crise existencial... apenas mais e mais perguntas, inevitavelmente, além de tentativas de se aproveitarem de mim para suas ambições pessoais.

Por um tempo, eu vagava pelas estradas em busca de um propósito. A visão de uma família camponesa feliz através de uma janela me fez cair em desespero. Eu estava sozinho no mundo? Sim, para onde quer que eu olhe existem outras pessoas, mas às vezes parece que ninguém mais pode se relacionar comigo. É como se uma barreira invisível me impedisse de realmente me conectar com qualquer outra pessoa. A dor está sempre presente. No final, alguém sempre se machuca. E eu sei que sou um inferno para se conviver, pois eu tenho uma consciência extremamente culpada.

Alguns meses atrás, eu fui seqüestrado por bandidos e vendido para um fabricante de brinquedos malvado. Ele tinha um urso de pelúcia que estava possuído pelo espírito de um homem assassinado. Finalmente! Eu acreditava que estava entre a minha própria espécie e não mais relegado aos caprichos punitivos de algum mago insano distante. Mas, infelizmente, o urso de pelúcia foi incinerado em sua primeira tentativa de conversar com os moradores. Os aldeões prenderam o fabricante de brinquedos e eu estava novamente abandonada nas ruas, largada aos meus próprios conhecimentos desgastados.

Os corvos zombaram de mim à medida que eu retomava minha trilha solitária novamente. Você chega a uma certa idade e se pergunta: "eu sou mais do que a soma das minhas partes?" Certamente eu tenho uma essência além da serragem e do algodão em meu interior. Com tanto tormento e sofrimento, será que não estou destinado a algo maior?

Logo, o trovejar dos cascos galopantes fez com que o chão tremesse. Uma caravana de nômades surgiu com suas bandeiras esfarrapadas. Eram os últimos remanescentes de um reino tomado pelas mãos dos inimigos. Eu fui levado por um deles e entregue para um ancião que era o xamã da tribo. A raiva tomou conta de mim. Se eu tivesse um punho, eu teria desferido um soco! Eu não tenho o livre arbítrio? No entanto, este rapto acabou se mostrando frutífero nas minhas investigações filosóficas.

Hoje, eu sou o seguidor de um xamã nômade poderoso. Ele é mais um concorrente na disputa épica por poder que se desenrola ao longo das épocas e fronteiras mudanas. Nesta noite, nós estamos envolvidos em uma batalha contra uma legião de cavaleiros de um famoso cruzado. Posso vê-lo ao longe. Ele tem um elmo prateado reluzente. No entanto, mesmo em toda a sua glória, ele é alheio ao rubro ponto celeste que está crescendo a cada segundo.

A vida marcha sempre para a frente e eu perambulo numa estrada sem fim. Apesar destar acontecendo uma grande batalha em torno de mim, sempre tenho um momento para parar e refletir. Se eu tivesse uma coluna, gostaria de levantar a minha cabeça em direção ao sinal da destruição. Meu destino é uma cilada vingativa e a aceitação é o caminho de menor resistência. Afinal, eu sei o que está se aproximando sobre a cabeça de todos nós e, em poucos segundos, a batalha vai terminar. Menos para mim.

Porque hoje é apenas mais um dia... e aquele é apenas mais um meteoro... e até agora nenhuma explicação do sentido da vida.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Fblthp


O ruído que escapa dos lábios de Fblthp poderia ser melhor descrito como um gemido. Ele não fala nenhuma língua que os cidadãos de Ravnica estejam familiarizados, mas soa como gemido agonizante de desespero que era instantaneamente reconhecível.

Fblthp era imensamente grato por seu serviço ao Senado Azorius, pois raramente o obrigava a deixar a segurança e simplicidade relativa do Jardim dos Magistrados. Suas funções eram relativamente simples: remover detritos das passarelas, polir as placas menores que decoram as estátuas de legisladores notáveis e alertar os agentes de segurança sobre qualquer problema.

Como outros que prestam serviço ao Senado, Fblthp desfruta de proteções básicas e subsídios adequados para o seu cargo, conforme previsto por lei. Inclusive ele cresceu acostumado com a maneira como era tratado por seus superiores (ou seja, ignorado). Ele recebeu uma casa modesta e tinha refeições todos os dias, em troca de seus serviços no Jardim. Da mesma forma, quando ele sofria alergias causadas por  plantas locais, o Senado prontamente lhe forneceu o remédio adequado. Era uma existência segura e maravilhosa.

Não é comum os membros das outras guildas visitar o Jardim do Magistrado e o aparecimento dessas pessoas de fora geralmente causava medo em Fblthp. Os druidas cobertos de folhas da Selesnya não eram muito malvados, apesar de terem tendência a acariciá-lo enquanto proferiam orações indecifráveis. Já os pesquisadores Simic diversas vezes murmuravam entre si sobre cruzar Fblthp com um bastão ou uma anêmona do mar. Nesses momentos, Fblthp geralmente "lembrava" de algum dever esquecido do outro lado do Jardim e escapulia.

Um dia, enquanto recolhia restos descartados de comida e outros lixos do Jardim, ele foi abordado por uma mulher humana. Reconhecendo a figura imponente por sua armadura e o traje estilizado dos Azorius, o homúnculo percebeu que ela era uma encarceradora. Isso era estranho, na verdade. A maioria dos encarceradores que visitavam o Jardim ignoravam completamente a presença de Fblthp, muitas vezes até o chutavam sem querer. No entanto, ela dirigiu-se até ele e inclinou o corpo de modo a olhar diretamente em seu olho.

"Você é Thbltpth?", perguntou ela. A última palavra trouxe uma incontrolável emoção que tornou-se evidente no rosto do homúnculo.

Fblthp piscou duas vezes e balançou a cabeça ligeiramente.

"Eu sou Parisha. Sirvo à Nona Delegacia e, nos termos do disposto IV.126.3 da Portaria Isperia, eu venho requerir sua ajuda. Favor, acompanhe-me."

Ela ofereceu a mão. Fblthp choramingou.

Fblthp nunca tinha estado dentro de qualquer uma das três majestosas colunas que compunham Nova Prahv. Elas eram incrivelmente altas, reluzente e impecáveis. Sem dizer uma palavra, ele foi conduzido até uma câmara no primeiro andar por um serviçal vedalkeano. Piscando lentamente, Fblthp nervosamente absorvia seu novo ambiente, as paredes nuas e a inútil mobília que era alta demais para o seu tamanho. Ali ele ficou pacientemente esperando pela moça conforme lhe fora instruído a fazer.

Eventualmente, Parisha abriu a porta de madeira e regressou. Determinada e eficiente, mas não de maneira rude, ela se sentou e colocou dois pergaminhos sobre a mesa. Ela olhou com expectativa para Fblthp, mirando em seqüência para a cadeira oposta. Percebendo a impossibilidade de seu pedido em silêncio, levantou-se e ergueu Fblthp da cadeira. Ele nunca tinha estado tão longe do solo.

"Esse é Vedax Gor", Parisha proclamou em tom ríspido enquanto desenrolava o primeiro pergaminho. "Há meses, ele associou-se à um certo estabelecimento Rakdos. Um tipo de clube de diversão, como eu soube que é conhecido". Parisha cuspiu a frase com desagrado. Fblthp tremeu um pouco perante a imagem do ser humano estranho. Seu rosto estava repleto de cicatrizes, piercings e tatuagens. Pedaços rasgados que mal podiam ser qualificados como roupas encontravam-se pendurados preguiçosamente sobre aquela criatura desnutrida. Fblthp nunca tinha encontrado nada parecido com ele. E nem queria.

"Vadax Gor goza de todos os tipos de depravação", Parisha continuou, "mas ultimamente seus gostos têm crescido perversamente. Ele não está mais satisfeito para manter sua tolice contida ao Culto. Ele é suspeito no desaparecimento de dois dos nossos cidadãos. Com sua ajuda, não haverá uma terceira vítima. Investigadores ainda não encontraram evidências diretas do envolvimento em Gor nestes seqüestros, por isso precisamos pegá-lo no ato."

O olho de Fblthp se arregalou. Ele brevemente cogitou a possibilidade de sair correndo porta afora e se Parisha poderia alcançá-lo, mas ele sabia que isso era tolice. Ele não teria permissão para voltar para as suas funções se ele desobedecesse uma encarceradora. Além disso, ele ainda estava muito alto naquela cadeira. Ele não tinha certeza se poderia saltar para baixo, sem se machucar. Sem outras opções, Fblthp gemeu baixinho.

"Os últimos dois sequestros ocorreram próximo desta loja de peles", Parisha disse, apontando para segundo pergaminho desenrolado, que era um mapa. "Acreditamos que o proprietário da loja está de alguma forma envolvido. Talvez ele esteja informando Gor quando um provável alvo aparece. Você irá até lá para entregar esses formulários de impostos. Eles terão de ser preenchidos de imediato e em triplicado. Se as nossas suspeitas estiverem corretas, Gor vai fazer seu movimento assim que você sair de lá."

Se ela tivesse dito apenas isso, Fblthp certamente teria corrido, mesmo que isso significasse deixar para trás seus deveres no amado Jardim. Mas seu olhos suavizou momentaneamente e ela continuou. "Não temas, pequeno. Meus agentes e eu vamos estar vigiando toda a área. Nós nunca te perderemos de vista. Você estará em perigo, sim. Mas Gor não vai colocar as mãos em você. Você estará de volta no Jardim Magistrado em poucos dias. Além disso, o Édito Isperia não me permite deixar você." Ela sorriu um pouco.

Fblthp não tinha certeza se ele acreditava que isto, mas ele parou de tremer e assentiu lentamente.

Fblthp sempre tinha odiado multidões. Ele queria evitar a movimentada via ravniciana, pois sempre se sentia totalmente perdido entre aquelas centenas de pessoas que andavam perambulando de um lado para o outro, mas de qualquer forma ninguém em particular deu-lhe atenção. Aliás, ninguém fez qualquer esforço para contorná-lo também. Ele quase foi chutado uma meia dúzia de vezes antes que ele chegasse ao seu destino.

O proprietário era humano, mas apenas tecnicamente. Corpulento como um ogro e duas vezes mais feio. Fblthp humildemente apresentou uma pasta de documentos. O homem grunhiu e abriu-a. Pedaços de comida caíram de sua barba desgrenhada enquanto ele começava a leitura (um feito impressionante, considerando todas as coisas). Um fungar ensurdecedor retumbou do nariz daquele homem pela sala enquanto ele seguia para o depósito. Fblthp piscou e olhou para a comida no chão, desconfiado.

Depois de um tempo, o proprietário apareceu e empurrou os formulários preenchidos para cima de Fblthp. O homúnculo curvou-se e virou-se para sair. O homem aspirou ensurdecedoramente de novo, mas Fblthp não entendia por que. Como instruído, o pequeno regressou para as ruas dirigindo-se para trás da loja. Parisha, está disfarçcada como cliente no mercado de frutas ali perto, brevemente fez contato visual com o homúnculo como ele devesse adentrar no próximo beco. Isso fez com que ele se sentisse melhor.

Fblthp desceu a viela, lentamente, mas com crescente confiança. Ele imaginou Parisha e seus companheiros estariam fazendo prisões a qualquer momento e que ele poderia voltar para o Jardim. Pensava nas águas mansas dos lagos quando um som terrível surgiu atrás dele. Virou-se rapidamente, esperando ver Parisha ou um dos outros soldados, porém ao invés disso  a forma terrível de Vadax Gor emergiu das sombras. Fblthp deixou cair sua pasta e choramingou.

Punhos vigorosos seguravam o pequeno homúnculo pequena braços e o deixava cara-a-olho com um humano magro. O rosto cheio de piercings e cicatrizes do homem se contorceu em um sorriso de escárnio. Fblthp ficou em silêncio e, instintivamente, começou a tremer. Ele estava mais assustado do que nunca. Também estava distante do solo do que nunca! Uma risada, como a raspagem de botas na calçada, saiu de seu captor. Logo em seguida, aquele humano o colocou debaixo do braço e seguiu em direção de um bairro conhecido por ser controlado pelo Culto do Rakdos e por não ser um bom lugar para ir.

Fblthp começou a choramingar de novo.

Gor era esperto e uma vez que estava com o homúnculo embaixo do braço, deixou a cena do crime para trás. Fblthp fechou seu olho, não querendo ver o destino que o aguardava. Ele sentiu Gor virar à esquerda em um cruzamento. Depois à direita. E então, sem aviso, parou. Fblthp abriu o olho um pouco para descobrir o que estava acontecendo e viu Gor paralisado. Ele abriu o olho um pouco mais, sem compreender o que estava acontecendo.

Parisha aproximou-se por trás depois da perseguição. "Vadax Gor", ela gritou entre respirações pesadas, "você está preso". Enquanto isso, ela já estava desalojando Fblthp das garras do detido. Fblthp notou um brilho azul ao redor de Gor, que ainda estava imóvel.

"Minhas desculpas, pequenino", Parisha murmurou. "O proprietário da loja deve suspeitado de algo e atacou um dos meus agentes, antes que pudéssemos começar a nossa busca. Foi um ligeiro atraso, mas você não estava em perigo." Eles rapidamente se reuniram com outros encarceradores, que arrastaram  Vadax Gor pelo beco em direção à praça.

Fblthp estava em uma antecâmara no sexto andar da Coluna Lyev. Ele nunca tinha estado em um lugar tão elevado. Parisha estava ao lado dele. Silenciosamente, ela se virou, ligeiramente curvada, e acenou para ele. Fblthp não tinha percebido a porta de mármore por onde um oficial entrou na sala.

Parisha o saudou com reverência. "O Senador", ela sussurou para o homúnculo. Fblthp piscou.

"Encarceradora, parabéns por uma missão bem sucedida. Isto é o que você mencionou no seu relatório?" Ele olhou para baixo enquanto lia um pedaço de pergaminho. "Cthillcip?"

"Sim, Vossa Excelência", ela respondeu.

"Muito bem". O ancião burocrata voltou seu olhar para o homúnculo de meio metro de altura. "Nos termos da Portaria III.875.2b Provisão Isperia, por favor, aceite meus agradecimentos em nome do Senado e dos cidadãos de Ravnica. Embora recompensa monetária não seja permitido, seus descendentes podem solicitar ao Senado o fornecimento de uma placa contando seus feitos honrosos para ser colocada em sua lápide após morte". Ele virou-se e saiu da sala.

Parisha acenou para a saída sul da sala. "Venha! Já está na hora de você retornar aos seus deveres." Fblthp praticamente saltou em direção à porta, ansioso para ver o Jardim novamente.

"Pelo menos, até a próxima missão."

Fblthp choramingou.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Colapso


Quando Urza apareceu gravemente ferido e perseguido por phyrexianos, o Reino de Serra, a líder dos anjos da graça, Reya, deu-lhes uma recepção à altura. Muito mais numerosos e preparados, os guardiões angelicais expulsaram os invasores. Porém, a conseqüência da luta foi que a essência do mana negro dos phyrexianos começou a macular o mundo e Serra, entristecida por descobrir que a paz e santidade do mundo que ela criara era tão frágil, decidiu partir logo depois que Urza também voltou para seu mundo de origem e deixar seu trono para Radiante, uma dos mais poderosos líderes arcanjos.

Desaprovando a atitude da planinauta, Radiante acreditava ser a única a verdadeiramente dar importância para o plano e acabou cada vez mais paranóica enquanto esteve no comando. Assim, não demorou muito para que o militarismo e a paranóia religiosa se instalasse. No entanto, Radiante não era uma planinauta e, portanto, não possuía poderes capazes de garantir as mesmas proteções que Serra. Dessa forma, após muita oposição de diversos anjos, como a própria Reya, instituiu-se uma cruzada para expulsar toda a influência maligna phyrexiana e restaurar a plena pureza do Reino de Serra.

Porém, sem a presença de Serra, as investidas phyrexianas eram cada vez mais hostis, causando inúmeras perdas das falanges angelicais. Quando Selênia, braço direito de Radiante, é derrotada e aprisionada pelos phyrexianos, a situação tornou-se incontrolável e Radiante começou a perder a razão, exterminando até mesmo outros anjos por pensar que eles fossem agentes phyrexianos infiltrados. Esta atitude faz com que a energia do mana branco maculado pelos phyrexianos entre em um irrecuperável Colapso, que culminaria com a extinção daquele mundo muito em breve. Tal fenômeno, de acordo com a compreensão de Urza, ocorreria devido ao fato de que o Reino de Serra era um plano artificial criado pela planinauta. Sendo assim, sem a presença dela, a corrupção causado pelo mana preto em confronto com a pureza do mana branco abalaria aquele mundo de tal forma que ele se desintegraria por falta de matéria prima para se sustentar.

Urza reaparece com a recém-construída nau voadora Bons Ventos e, vislumbrando a extensão da corrupção que está ocorrendo no Reino de Serra, propõe-se a ajudar os anjos, levando-os para o plano de Dominária antes que morram em decorrência do Colapso iminente. Radiante tenta impedir Urza de salvar os anjos, alegando o próprio Urza era o causador de toda aquela desgraça que recaíra sobre o mundo e iniciando um terrível batalha contra o planinauta. Em um ato de extrema loucura, ela arranca as pedras (Powerstone e Mightstone) das cavidades oculares de Urza e tenta uni-las, mas isso resulta em um explosão muito forte que a destrói. Em seguida, Urza retira o máximo de energia possível do mana que ainda restava no Reino de Serra para que a  Bons Ventos possa ser transportada de volta para Dominária. Por fim, o plano é extinto logo após sua partida.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Nau Voadora Bons Ventos


A nau voadora Bons Ventos foi uma lendária embarcação capaz de viajar através de um Plano para outro. Projetada pelo planinauta Urza e construída na Academia Tolariana usando o metal Thran e a Semente dos Ventos (madeira proveniente da mais antiga árvore viva de Yavimaya), este navio era uma das peças do Legado e provou ser uma parte fundamental nos esforços para salvar Dominária dos invasores phyrexianos. O "esqueleto" de metal foi forjado em Shiv pelos viashinos e a Semente dos Ventos foi um presente de  Multani. Sua principal fonte de energia veio de uma Powerstone que tinha sido energizada com a mana branca do Reino de Serra, antes que deste deixar de exister devido ao Colapso.

Em um esforço para poupar a Bons Ventos das atenções dos phyrexianos, Urza confiou a nau às mãos de uma rica família zhalfiriana para mantê-la escondida. Foi assim que Sisay herdou o navio de sua família depois que eles foram misteriosamente mortos por Yawgmoth. Urza também sabia que precisava do humano perfeito para conduzir o seu navio perfeito. Dessa forma, ele deu início a um grandioso projeto de engenharia genética destinado a criar guerreiros aptos a confrontar os phyrexianos. Tal projeto foi chamado de Bloodline e dele surgiram os Soldados Metathran, que haviam sido mutantes gerados a partir de resquícios das características da antiga civilização Thran, bem como um grupo de humanos e humanóides no auge de sua força, agilidade e inteligência. Muitos testes foram feitos e nem todos foram bem sucedidos, mas com o tempo as pesquisas baseadas no clã Capasheno resultou no nascimento de Gerrard  Capasheno, que eventualmente se juntou à tripulação do navio e, com o tempo, provou sua capacidade de liderança conforme esperado. 

A principal missão que a tripulação tinha era resgatar a coleção de artefato chamada Legado. Em Mercádia, eles encontram a Matriz de Energia e os Fragmentos de Ramos (Dente, Crânio, Chifre, Coração e Olho), bem como foi durante esse tempo que a Bons Ventos também serviu de meio de transporte para libertar os povos de seus opressores phyrexianos. Mais tarde, antes que a missão seja completamente concluída, Sisay é aprisionada por Volrath, mas a tripulação sob o comando de Gerrard segue para Rath a fim de resgatá-la. Lá, eles encontram pela primeira vez aquele que seria um dos seus mais poderosos adversários: o Predador. Trata-se de galeão phyrexiano em forma de garra, comandado pelo ameaçador comandante Greven il-Vec, de espetacular força e crueldade.

Durante a Invasão, a nau voadora estava sempre no centro dos planos de Urza para a defesa de Dominária. Ela quase foi destruída por Crosis, o mais poderoso dos dragões primordiais. Sisay aproveitou-se de um momento de fraqueza dos poderes da criatura e, literalmente, jogou a Bons Ventos contra ele. O choque fez ambos despencarem dos céus e, mesmo com o corpo do dragão absorvendo grande parte do impacto, o resultado foi a inutilização da Bons Ventos e, por sorte, a morte de Crosis. Porém, Karn consegue repará-lo após reler o Tomo Thran e descobrir novas formas de modelar o metal existente na embarcação (consequentemente alterando a aparência da Bons Ventos também). Após diversas batalhas, o navio foi definitivamente destruído em sua última batalha sobre os céus de Urborg ao defender Dominária perante a chegada de Yawgmoth.

Ao longo dos anos, a embarcação teve muitos tripulantes, mas foi esta equipe escreveu seu nome como os heróis da história de Dominária: comandante Gerrard Capasheno; capitã Sisay; navegadora-mestre Hanna; primeiro-imediato Tahngarth; curandeira Orim; assistente Ertai; engenheiro Karn; soldados Mirri, Crovax e Rofellos; patrulheiro Starke il-Vec; grumete Squee; e o feiticeiro-maro Multani. Obviamente, houve também inúmeras outras pessoas que trabalharam na Bons Ventos, afinal tratava-se de um gigantesco navio e dezenas de pessoas estavam envolvidas com atividades menores ou engrossavam as fileiras de combatentes ali existentes.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Assistindo a Hibridação

Processo e Resultado da Hibridação

A carta Hibridação Veloz mostra um humano em processo de transformação em um híbrido de sapo e lagarto, vítima de um típico experimento da guilda Simic. O responsável pela arte foi o artista Jack Wang, que trabalhou a partir da seguinte descrição fornecida pela equipe criativa da Wizards: "Mostre-nos um mago que está sendo transformado em uma criatura com a cabeça de algo parecido com um peixe e com as abas laterais no pescoço, como de um lagarto-de-gola, além de ter o corpo proporcional a um gorila mas com aspecto de sapo. Ele está rasgando  suas vestes à medida que se transforma. Se houver espaço, mostre um espectador horrorizado."
 
Em seguida, Wang completou o trabalho ilustrando adicionalmente a ficha correspondente ao Sapo Lagarto resultante da transformação. Um detalhe curioso é que olhando atentamente para este híbrido mutante, você perceberá que ainda restam alguns pequenos fiapos da roupa nos braços e nas pernas. Note também que todos os espectadores horrorizados não estão mais presente. Provavelmente fugiram aterrorizados... ou foram devorados!

 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Flavor Text: Jolrael, Imperatriz das Criaturas


I NEED NO ARMY. I HAVE JAMURAA.

Tradução: Eu não preciso de exército. Eu tenho Jamuraa.


A maga protetora das florestas e dos animais era integrante da corte real de magos do reinado Zhalfir até se tornar uma xenófoba que se refugiou no interior da Selva Mwonvuli para viver em comunhão com a natureza. Seu poder era vastamente conhecido e temido, pois era capaz de dar vida e força para toda a terra ao seu redor.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Sursi


Sursi descreve tanto uma área de planícies de Dominária quanto a aldeia localizada em suas proximidades. Tal povoado fica perto da Meseta Sagrada, uma das lendárias áreas de reprodução dos pégasos. Também fica perto da Catedral de Serra, um local de culto construído para homenagear a planinauta Serra e seus anjos.

A partir do nome, você pode imaginar que a carta Cavaleiro de Sursi, da série Visões do Futuro, vem exatamente deste local. Antes de Visões do Futuro, Sursi era apenas mencionado no flavor text da carta Pégaso de Meseta, da edição Alpha. Nela, o texto dizia:

Antes de uma mulher se casar na aldeia de Sursi, ela deve visitar a terra dos Pégasos de Meseta. Diz a lenda que, se a mulher tem o coração puro e seu amor é verdadeiro, um Pegasus de Meseta aparecerá, abençoando sua família com vida longa e boa sorte.

Depois de vagar pelos planos por mais algum tempo, Serra voltou sua atenção para Dominária. Mais especificamente para as planícies de Sursi, onde ela encontrou uma magnífica raça de pégasos e passou algum tempo com eles. No entanto, ela foi atacada por um ladrão que na verdade era um planinauta disfarçado.

Serra percebeu que a perda de Feroz era uma dor que ela nunca superaria, pois era maior que pensar que veria um mundo paradisíaco definhar novamente. Sendo assim, ela não ofereceu nenhuma resistência ao ladrão que queria sua aliança de casamento, pois pensava ser algum artefato poderoso, e foi apunhalada mortalmente.

Um clérigo chamado Angus que passava pelo local testemunhou a cena covarde do ladrão desferindo o golpe em Serra, embora não soubesse quem ela era. Reunindo toda a coragem que possuía, Angus conseguiu distrair o assaltante e fugir com o corpo de Serra em seus braços. Serra poderia ter curado a si mesma, mas seu desejo era morrer. Dessa maneira, em seus últimos dias antes de morrer, ela transmitiu valiosos ensinamentos ao clérigo. Inspirado por tudo que Serra lhe transmitira, Angus iniciou a construção da Catedral de Serra a redor de seu túmulo.

Algumas lendas antigas dizem que foi o desejo de morrer de Serra que havia criado um portal planar para Ulgrotha que ocasionalmente aparecia nas planícies de Sursi, quando nevava muito e a lua estava cheia. Não se sabe se ele ainda existe, pois pode ter sido destruído após os sucessivos eventos que afetaram Dominárias. Mas, de acordo com os registros do povoado, o método a utilizar o portão era bem específico:

Nas águas frias de um profundo lago perto de Sursi encontram-se três menires empilhados de maneira a formar uma porta. Se alguém passar por aquela porta quando a Lua estivesse cheia e houvesse neve no chão, então sairia pouco tempo depois nas montanhas de Koskun.

Uma pedra menir é uma grande pedra em pé, ou seja, um monolito. As montanhas que formam as Cataratas de Koskun são lugares de Ulgrotha que possuem uma gama altamente rica em metais e carvão. A Fortaleza de Koskun pode ser encontrado ali, na qual legiões de clãs de goblins e orcs são governadas por Eron, o Implacável.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Carrilhão do Apocalipse


Não se sabe ao certo como Ravi adquiriu o Carrilhão do Apocalipse, mas especula-se que ela tenha recebido e sido instruída sobre como usá-lo por seu próprio mestre, depois que a iniciou na seita. É provável que tenha sido guardado como um às na manga pelos Tolgath e, quando a derrota fosse iminente, eles fariam uso daquele item. Ou talvez Ravi apenas tenha elaborado um plano ambicioso para ser a única sobrevivente daquela Guerra, pois a única informação confirmada é que a planinauta trancou-se na torre Espiral de Basalto, no centro de Ulgrotha, para depois ativar o Carrilhão do Apocalipse.

O poder do artefato soou através de todo o plano, resultando na Grande Destruição. A Guerra dos Feiticeiros terminou, pois o efeito do Carrilhão rompeu todo o fluxo de manas existente no plano e, assim, destruiu quase tudo que havia nele. Além disso, embora talvez a própria Ravi não soubesse, o estrago provocado por tamanho poder destrutivo se propagou através de vários outros planos e gerou efeitos que os desestabilizaram, bem como também criou as Zonas Mortas em Ulgrotha (locais onde a energia do mana se extinguiu por completo) e desencadeou o surgimento de pequenas brechas que conectavam alguns mundos entre si. Ou seja, o estrago provocado em Ulgrotha se propagou através de vários planos e gerou efeitos que os desestabilizaram. Por exemplo, em Kamigawa o “mundo espiritual” começou a se fundir com o “mundo físico”. No entanto, algumas destas brechas acabaram sendo ampliadas até o ponto de se tornarem Fendas Temporais devido à diversos eventos através da história de Dominária e que, mais tarde, convergiria ao evento da Emenda.

Atualmente, Ravi vive sob a alcunha de Avó Sengir em Ulgrotha. Dizem que ela ficou louca após o utilizar o Carrilhão, mas talvez a informação mais assustadora é que ninguém mais conhece o poder deste singelo item que ela ainda possui até hoje em seu poder.