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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Jesper Ejsing


O ilustrador dinamarquês Jesper Ejsing é um dos artistas mais proeminentes da atualidade quando se trata, especialmente, de livros de RPG e artes conceituais de cardgames. Para evidenciar isto, basta mencionar que seu trabalho é vendido para as empresas mais importantes do cenário de jogos como Fantasy Flight, Pathfinder e Wizards of the Coast.

Desenhista desde os 16 anos, atuou no início de sua carreira com ilustrador de RPG para o circuito de revistas underground em seu país. Com o passar do tempo, encontrou muita dificuldade em apresentar seu trabalho fora da Dinamarca. Vale lembrar que isso foi em uma fase onde a internet ainda ganhava espaço em relação a contatos comerciais. Foram cerca de sete anos até conseguir algo no mercado americano, mais precisamente algumas ilustrações para a Fantasy Flight. Neste período, Ejsing buscava conhecer artistas americanos que o ajudassem com a exposição de seus desenhos para as grandes empresas e foi um grande nome da ilustração que o ajudou nisto, nada menos que Todd Lockwood, responsável por toda a arte conceitual de Dungeons & Dragons 3ª edição. Referência por muitos anos em termos de arte para fantasia medieval, Lockwood apresentou o portfólio do jovem dinamarquês para as pessoas certas e, logo, Ejsing estava em contato com o poderoso mercado americano. Não demorou para que ele fosse aos Estados Unidos e passasse a frequentar as grandes convenções de jogos, onde conheceu diversos artistas e absorveu diferentes estilos novos de ilustração. Nesta época, desenhou para Runelord, onde teve uma maior quantidade de imagens utilizadas e adquirindo, enfim, grande visibilidade e respeito fora da Dinamarca.

Em uma convenção em Seattle, Jesper conheceu um dos diretores da Wizards of the Coast e foi imediatamente convidado para ilustrar oficialmente para a empresa. A partir disso, Ejsing decolou para os grandes trabalhos, fazendo de suas ilustrações imagens recorrentes no cenário de jogos. Passou a ser nome conhecido no mundialmente famoso Magic: The Gathering, na linha Dungeons & Dragons 4E e em jogos como Castle Ravenloft e Descent. Na quarta edição de D&D, ele se tornou referência na concepção e resgate de antigas criaturas para o jogo, por seu cuidado especial na ilustração destas. Inclusive, foi o responsável pela super elogiada capa do Manual dos Monstros 2.

Em Pathfinder RPG, ajudou a definir um dos conceitos de arte mais elogiados do momento, ao lado de gigantes da ilustração como Wayne Reynolds e Steve Prescott. O legal disso, é que este artista sempre foi jogador de RPG e pode trabalhar com alguns dos principais cenários do mundo. Em entrevistas, ele sempre afirmou que jogava Rolemaster com seu grupo e que, mais tarde, teve o grande privilégio de ilustrar para uma das novas edições do jogo.

O grande diferencial de Jesper Ejsing é o gosto pelo clássico em relação à sua produção. Em tempos de modernidade, onde a arte digital predomina, o artista dinamarquês trabalha inteiramente em pinturas de aquarela. Segundo ele, pintar um quadro inclui essencialmente o sentimento da imagem, transmite tudo aquilo que o desenhista deseja passar sem a intervenção insossa e distante da arte digital. Não é raro que Ejsing seja comparado com grandes artistas da era clássica de Dungeons & Dragons,  mais precisamente a Keith Parkinson. A comparação com este, se dá muito mais do que  o gosto de ambos pela pintura de aquarelas, mas à mistura entre o real e o fantástico em suas obras. Tais obras mesclam com perfeição cenários que são ambientados no mundo real, mas que se ligam com a fantasia através da inserção das criaturas mágicas. Dragões voando sobre planícies ou gnomos cruzando densas florestas são comuns nos trabalhos dos citados ilustradores.

Veja o trabalho completo dele em www.jesperejsing.com

segunda-feira, 26 de março de 2012

Terese Nielsen

Terese Nielsen é uma artista que ilustra as cartas de Magic: The Gathering que se tornou um dos nomes mais reconhecidos na arte da fantasia. Seu trabalho tem capturado a imaginação e os corações de muitos fãs e ela recebeu muitas honrarias e prêmios.

Sua história é inspiradora para qualquer aspirante a artista/desenhista. Terese teve uma origem humilde, na cidade de Aurora, Nebraska, em 1966. Ela e seus irmãos cresceram no campo, com todas as tarefas rígidas que uma fazenda exige. Ao mesmo tempo, as brincadeiras eram fartas e ela corria com seus irmãos pelas terras da família livremente, exceto no inverno. Aliás, graças ao inverno, Terese desenvolveu suas habilidades com o lápis e papel. Curiosamente, ela não levava o desenho tão a sério como seu irmão gêmeo, Ron Spencer (sim, Ron Spencer é outro artista famoso que também fez trabalhos para a Wizards of the Coast), mas seu talento com traços deveria ser genético e acabou falando mais alto. Terese não pensava seguir a carreira de artista até o segundo ano do ensino médio.

Apesar de ter entrado nos estudos de Psicologia e Medicina, Terese acabou desistindo quando não conseguiu superar os obstáculos da Matemática e Química. Foi então que ela resolveu entrar de cabeça nos estudos artísticos e conseguiu, através de muito esforço e noites perdidas de sono, concluir seus estudos em Idaho, na escola de arte de Rick’s College, em Rexburg. Aliás, esforço e empenho foram a chave para o aperfeiçoamento da arte de Terese.

Depois de graduada, ela foi à Califórnia para estudar na renomada Art Center College of Design, em Pasadena, onde gradou-se com grande distinção. Foi então que ela exercitou suas habilidades psicológicas de satisfazer os professores com os desenhos que eles queriam. Seus colegas invejavam sua capacidade de driblar as críticas dos professores mais exigentes. Tal habilidade ainda perdura desde 1996, tanto que um dos diretores da Wizards of the Coast declarou certa vez que ela era uma das poucas artistas que ele não estigmatizava, pois ela fazia tudo correto e conforme o solicitado. Portanto, costuma-se dizer que seu maior talento é a essa incrível capacidade de absorver o que a pessoa quer e materializar no desenho de maneira ainda melhor do que a pessoa concebeu.

Após 15 anos de trabalho, Terese acabou passando para um estado mais transcendental de existência, se é que se pode dizer assim, e decidiu largar qualquer trabalho que sucitasse violência ou quaisquer outros atos negativos. Então ela recebeu uma proposta de co-criar um jogo chamado Angel Quest, no qual você deveria fazer atos de bondade para ganhar. Terese entrou de cabeça nesse negócio e deliberadamente abriu mão do ganha-pão para elevar sua alma. Segundo ela, o projeto foi um sucesso, se não financeiramente, pelo menos espiritualmente. Ela passou a fazer um ato de bondade por dia para melhorar sua vida e a vida das pessoas ao redor e ela afirma que isso é uma experiência sem igual.

Uma das características mais fortes de seu trabalho são as figuras femininas. Sejam intensas, provocantes, etéreas ou místicas, as figuras femininas de Terese Nielsen certamente marcarão vividamente nossa memória artística, o que não nega suas assumidas influências dos trabalhos de Boris Vallejo e Frank Frazetta. Como técnica, ela usualmente mistura guache com sprays e lápis de cor especiais. Terese também costuma utilizar colagens em alguns trabalhos para levá-los mais além das pinturas tradicionai, especialmente quando seus objetivos são mais místicos ou transcendentais.

Terese Nielsen já desenhou muito mais de 150 cartas do jogo Magic: The Gathering, dentre elas a mais famosa certamente é uma de suas primeiras: Força de Vontade (Force of Will). Uma mágica até os dias de hoje inigualável. Que estréia que ela fez, hein? Ainda hoje, Terese recebe essa carta de fãs e colecionadores ao redor do mundo para ser alterada. Os colecionadores enviam suas cartas Força de Vontade e pedem que ela pinte por cima, fazendo alguma alteração que deixe a carta única. Nessa brincadeira, já foram mais de 45 cartas alteradas para fãs por todo o mundo. O curioso dessa carta foi que Terese não tinha muito tempo sobrando para o prazo de entrega, então ela teve que usar uma foto própria como referência. Ela odeia admitir isso, mas é verdade. Segundo ela, tirou uma foto usando apenas uma calcinha no estilo “vovó”, e ela morre de vergonha disso até hoje.

Atualmente a artista reside em Temple City, Califórnia, com seu parceiro e seus quatro filhos. Mergulhada na maternidade, não é incomum para Terese de passar horas dando vida a alguns obra visionária de seu irremediavelmente criativo filho de treze anos de idade. Suas maiores conquistas estão, sem dúvida, espelhadas nos olhos de seus entes queridos.

O currículo dela é invejável também! Dos demais trabalhos, pode-se citar a Marvel (Ruins 1 e 2), outro setor da Wizards of the Coast (Star Wars Miniatures), Dark Horse (revistas Star Wars) e Topps (revistas da Xena). Suas informações de contato e obras complementares podem ser encontradas em seu website:

http://teresenielsen.typepad.com/the_world_of_terese_niels/

A seguir estão algumas das ilustrações que Terese Nielsen fez para o jogo de Magic:




terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Rebecca Guay

Rebecca Guay é uma artista que ilustra as cartas de Magic: The Gathering desde a expansão Alianças. Sua obra tem um estilo clássico impressionante, que favorece o uso forte de aquarelas e que a torna única quando comparada à maioria das outras artes do jogo. Grande parte de seu trabalho artístico tem aspecto extremamente suave e é considerado feminino em essência, no sentido de que transparece a idéia de um “conto de fadas”. Seu estilo é imediatamente reconhecível, estando presente principalmente em cartas verdes, azuis e brancas, especialmente com ilustrações relacionadas à elfos, anjos e fadas.

Em 2002, ela foi objeto de uma grande controvérsia quando foi alegado que Jeremy Cranford, então diretor de arte da época, havia dispensado Rebecca, pois considerava seu trabalho “muito feminino” para o intuito do jogo. Houve uma grande reação dos fãs, que apoiavam as suas obras e clamavam para que tal alegação fosse desmentida. A Wizards atendeu aos apelos dos fãs e foi feita uma declaração afirmando que ela continuaria, de fato, ilustrando as cartas do jogo após a expansão Legiões. Este acontecimento foi imortalizado através do lançamento de duas cartas “comemorativas” na expansão Unhinged em 2004, chamadas Persecute Artist e Fascist Art Director. A primeira retrata Rebecca Guay-se protegida pelos fãs e a segunda denota ao diretor de arte Jeremy Cranford de maneira crítica. Mas no final, tudo terminou bem, como Cranford divulgou em comunicado oficial e Rebecca retornando ao trabalho junto da Wizards.

Graduada no Pratt Institute, em 1992, ela desde então tem lecionado um curso de Ilustração Avançada no Amherst College, localizado na cidade homônima, na qual ela reside com o marido e a filha, no estado de Massachusetts dos Além disso, recebeu o prêmio Best in Show na GenCon em 2004 e foi eleita a Melhor Artista em 2005 pelo pela revista Fan Choice Awards.

Muitos de seus fãs admiram sua forte presença feminina que se destaca, com méritos, da paisagem machista de fantasia moderna. Juntamente com Melissa Benson e Terese Nielsen, ela traz uma forte contribuição da perspectiva feminina ao universo de Magic. No entanto, a arte de Rebecca Guay não se limita apenas ao Magic. Ela tem trabalhado como um artista desde 1992 em muitos jogos de fantasia diferentes, bem como encomendas particulares. Já teve passagem pela White Wolf, Vertigo, DC Comics e World of Warcraft. Suas informações de contato e obras complementares podem ser encontradas em seu website: http://www.rebeccaguay.com

A seguir estão algumas de algumas das mais famosas ilustrações que Rebecca Guay fez para algumas cartas de Magic: