quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Progenitus


Progenitus é uma entidade da natureza de origem ainda não especificada no plano de Alara. De acordo com as lendas descritas pelas Animas (título das líderes élficas deste plano), Progenitus possuía a essência de todas as cores de mana, sendo capaz de manipulá-las com grande facilidade. É dito também que ele se entediou e decidiu destruir o mundo espalhando caos através de poderosos efeitos cataclísmicos que conseguia produzir através do mana, desde terremotos até inundações.

Suas ações foram impedidas por Cylia, a líder élfica em exercício na época de Esfacelação, que combateu Progenitus e conseguiu aprisioná-lo na forma terrena de uma hidra de cinco cabeças após uma experiência próxima da morte que lhe custara a visão. No entanto, após assumir a forma de hidra, Progenitus também caiu adormecido no remoto Vale dos Anciões em decorrência da ausência das cinco cores de mana, pois a separação do mundo em cinco partes diferentes (Naya, Bant, Esper, Grixis e Jund) o enfraquecera. Cada um dos fragmentos tornou-se um pequeno mundo isolado dos demais, de forma que Progenitus e Cylia estavam na área que correspondia à Naya, quando a mana preta e a azul foram extintas naquele ambiente.

Milênios mais tarde, Progenitus despertou. Ainda estava em sua forma de hidra de cinco cabeças, mas a Confluência estava iniciando e ele procurou por Cylia. Infelizmente a elfa já havia morrido há muito tempo e agora uma nova Anima chamada Mayael era quem se comunicava com o deus-hidra. Impressionado com os poderes da jovem elfa, que eram idênticos aos de Cylia, Progenitus acredita que ela seja uma descendente direta e lhe instrui sobre como proteger as fronteiras de Naya para proteger seu povo daquele fenômeno que está acontecendo. 

Com seu corpo físico restaurado, a Alma do Mundo estava mais uma vez dominando o horizonte. Progenitus é a própria essência de Alara: reunida, incontrolável e tomada de fúria. Mas não se tratava de uma fúria destrutiva... era apenas o desejo de defender o mundo com o qual sua vida está interligada.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Elfos


A raça élfica é amplamente conhecida através do Multiverso, sendo uma das mais conhecidas e numerosas dentre todas. Seus membros vivem em florestas e próximos da natureza, pois possuem um elo muito forte com o mana verde (motivo que, inclusive, é representado pela habilidade de produzir mana tão comumente vista nestas criaturas). Embora a aparência deles seja semelhante à humana, os elfos de cada plano possuem algumas características físicas distintas como orelhas pontudas, chifres, pele esverdeada, entre outras. Além disso, o tempo de vida de um humano é como um galho para uma farta árvore se comparado ao tempo de vida da maioria dos elfos.

Em Lorwyn e Pântano Sombrio, por exemplo, os elfos são a raça dominante do mundo. Sendo a raça mais numerosa neste Plano, os elfos acabaram se dividindo em inúmeras tribos e castas, dentre elas a mais poderosa é conhecida como Folha D´Ouro. Porém, ao contrário dos outros membros de sua raça, estes elfos exercem uma supremacia de brutalidade e selvageria, escondida sob uma máscara de beleza e sofisticação. São completamente obcecados pela aparência física e acreditam que aqueles que não desenvolverem uma denominada “perfeição” não merecem nada exceto a morte, incluindo as demais raças. Ou seja, eles estimulam a cultura da beleza, na qual os mais belos são venerados como deuses e os mais feios são tratados como párias.

Esta sociedade élfica de Lorwyn é baseada em quatro castas: Perfeitos, Paradigmas, Imaculados e Inocentes. Os Perfeitos ocupam o topo da sociedade élfica, representando o ápice da beleza e, entre eles, encontram-se os mais brilhantes e glamorosos líderes tribais (embora não exista apenas um por tribo, aquele que realmente governa é chamado de Alto-Perfeito e é escolhido pelos demais elfos da tribo para esta tarefa até o fim de sua vida). Entre os Paradigmas, encontramos a grande nata dos generais, artistas, cortesões e cavaleiros. Enquanto isso, entre os Imaculados iremos encontrar os vizires, diplomatas, guardiões das sementes e outras importantes posições. Por fim, os Inocentes formam a mais baixa e populosa casta, cujo título é concedido a qualquer elfo que atenda aos padrões mínimos de beleza e graça que um verdadeiro elfo deve possuir. A autoridade de um indivíduo de uma casta superior sobre outro de uma casta inferior é completa e absoluta pelas leis élficas.

Bala Ged é a cidade natal dos elfos Joraga e da planinauta Nissa Revane no mundo de Zendikar. Os elfos Joraga desprezam qualquer outra raça, até mesmo outros elfos. Eles consideram a sobrevivência de sua nação sua maior prioridade e defendem fervorosamente suas tradições, o que torna bastante comum a presença de um Invocador de Guerra entre todas as famílias. Muitos forasteiros consideram seus clãs nômades como bandos errantes de assassinos, mas há uma cultura complexa por trás do exterior agressivo. Muitos Joraga construíram seus lares nas altíssimas árvores da floresta de Oran-Rief, criando vilarejos suspensos das copas. Após sua separação da nação Joraga, os elfos Tajuru estabeleceram-se em Murasa e Tazeem. Dizem que os Tajuru são os melhores guias em Zendikar, pois através de cordas especiais e técnicas de escalada profissionais, eles atravessam destemidamente os espaços que separam os galhos das árvores das encostas dos penhascos.

O fragmento de Alara conhecido como Naya também possuía diversos habitantes élficos, que veneravam as bestas colossais como divindades. Estes elfos são espiritualistas que se reúnem durante a névoa matutina para coletar orvalho das grandes folhas da floresta e beberem cerimoniosamente. Eles se auto-proclamam como Elfos Cylianos, em homenagem à Cylia, sua primeira sacerdotisa, cuja crença popular diz que ela testemunhou um evento cataclísmico conhecido como Esfacalação de Alara. Tal fenônemo foi causado por uma entidade chamada Alma do Mundo e foi a causa da fragmentação do mundo em cinco partes. Cada geração de elfos desde os tempos de Cylia tem sido liderados por uma mulher, que recebe o título de Anima. Atualmente, esta função é exercida por Mayael, que é capaz de ler os sinais da floresta como se fossem profecias e, dessa forma, já aguardava o retorno do antigo Progenitus que estava adormecido em algum local de Naya.

Cylia foi uma xamã élfica de Alara que, durante a Esfacelação, tentou desafiar Progenitus para impedir este cataclisma. Ela conseguiu impedir que Progenitus, embora sendo uma entidade de natureza desconhecida e que simplesmente começara a vagar pelo mundo espalhando destruição, e aprisionou-lhe na forma de uma hidra gigantesca com cinco cabeças que mais tarde permaneceu reclusa durante muito tempo. Como conseqüência de seus atos, Cylia adquiriu diversas habilidades místicas sobre as outras criaturas vivas e prever o futuro através dos sinais existentes na floresta. Seu conhecimento foi essencial para os elfos e geração após geração ele é transmitido dentre esta sociedade.

Não existem elfos nativos de Mirrodin, mas ainda assim existem habitantes desta raça neste Plano devido aos seqüestros feitos por Memnarca. O maior grupo é o dos Viridianos, que reside em Tangle, uma vasta floresta de cobre repleta de vinhas metálicas e recobertas de bolor, na qual eles possuem locais sagrados chamados Radix onde colocam os mortos para descansar e toda a magia artificial é apagada para sempre. Aliás, eles alimentam um grande ódio contra os Myr e todas as criaturas não-naturais que habitam Mirrodin, desejando sua destruição acima de tudo. Dentre eles, a mais famosa é Glissa, quem descobriu muitos segredos sobre o plano, empunhou os artefatos de Kaldra (o Elmo., o Escudo e a Espada) e confrontou o Memnarca.

No conturbado mundo de Ravnica, a raça élfica está presente está presente em três guildas diferentes: Golgari, Selesnya e Simic. Os adeptos da guilda Golgari acreditam que se o plano morrer, algo melhor surgirá. Mas eles não empregam violência directa. Ao invés disto, usam doenças contagiosas, fungos venenosos e pestes. Entre eles estão os Devkarin, os elfos da sombra, que eram liderados pela elfa recentemente falecida Savra, e os Elfos das Sombras Profundas que originalmente pertenciam à guilda de Selesnya mas foram expulsos devido às suas ambições egoístas.

De outro lado, o Conclave dos Selesnya crê que a união definitivamente faz a força. Os elfos que fazem parte desta guilda são um grupo de druidas serenos que pregam viver em harmonia com a natureza, ou o que restou dela. Dentre suas fileiras, existe uma falange exclusivamente composta por elfos conhecida como Silhana, que possui os melhores arqueiros e vigias. Para os adeptos da guilda, o guerreiro élfico Tolsimir Sangue de Lobo é o maior exemplo de inspiração e coragem que existe.

Não obstante, o Conluio Simic tinha como seu papel no pacto das guildas manter o pouco da natureza que restava em Ravnica, mas eles falharam e agora tentam reverter o custo do progresso, recriando as formas de vida existentes para que elas se adaptem as condições atuais do mundo. São tomados geralmente por criadores de mutantes, pois todos os elfos são carecas e possuem estranhos implantes biomecânicos em seus corpos. Mas são grandes físicos e biólogos, como seu líder Momir Vig que desenvolveu os citoplastas, tecidos mágicos vivos que transferem as habilidades genéticas dos seus hospedeiros atuais aos outros hospedeiros.

Os elfos de Argoth, uma grande ilha no continente de Terisiare em Dominária, viviam em uma vida harmoniosa e farta durante a época da soberania do Império Thran até a ativação do Sílex Golgothiano no final da Guerra dos Irmãos. Os clérigos exaltavam Titânia, uma força espiritual da floresta, de maneira quase divina. Ela era responsável pela proteção mística de toda a ilha, tal como um manto de nuvens capaz de repelir qualquer navegante ou pirata que tentasse se aproximar.

Durante seu exílio, Yawgmoth transformou o Bolor Invasor em uma praga virulenta que devorava os elfos de Argoth. Yawgmoth também seqüestrou a sacerdotisa Elyssendril Lademmdrith e os curandeiros do local, ordenando aos elfos que pagassem resgate para obtê-los de volta. Porém, o traiçoeiro vilão entregou apenas cadáveres depois que recebeu o pagamento e fugiu. Por sorte, Elyssendril não estava completamente morta e acabou sobrevivendo. Mais tarde, ela partiu junto de uma grande comitiva élfica para Halcyon, onde auxiliaram a Aliança Thran contra Yawgmoth.

Porém, muitos séculos mais tarde, as tempestades que protegiam Argoth fizeram com que um homem encalhasse numa praia da ilha após sobreviver às terríveis provações da proteção residente deixada por Titânia. Um dos elfos de Argoth chamado Gwenna, deixou o humano escapar da ilha ajudando-o a construir uma embarcação para voltar a sua terra. Entretanto, aquele homem retornou para Argoth, não como aliado e sim com máquinas pesadas de guerra, destruição e morte. Estes eram os exércitos do artífice Urza, que ambicionava usar os recursos da ilha para enfrentar seu irmão Mishra.

Embora os elfos e as demais criaturas das florestas de Argoth tenham lutado bravamente, neles foram aniquilados quando Urza ativou o Sílex. A explosão dizimou a ilha quase completamente, restando apenas uma pequena porção de terra que mais tarde seria chamada de Fyndhorn. Durante a Escuridão (expansão The Dark) que iniciou a Era Glacial (expansão Ice Ages), os descendentes dos raros elfos argothianos que sobreviveram deram início a uma nova sociedade élfica. Ao contrário de seus ancestrais, os elfos que viveram em Fyndhorn foram mais diplomáticos e, durante toda a Era Glacial, mantiveram um bom relacionamento com os humanos de Kjeldor. Sua estada em Fyndhorn atraiu a atenção da planinauta Freyalise, que lhes transmitiu muitos conhecimentos e foi adorada quase como uma divindade por aqueles elfos, mesmo após sua partida para outros mundos do Multiverso. Porém, quando o período gélido terminou, o nível do mar subiu e Fyndhorn foi engolida pelo oceano. A druida Kaysa e Jaeuhl Carthalion, através da Ordem do Zimbro, guiaram os refugiados até um novo local para viverem: Yavimaya.

Yavimaya é uma das mais antigas florestas de Dominaria e demorou para que os refugiados de Fyndhorn fossem aceitos por completos pelos elfos que já habitavam aquele local. Estes elfos, no entanto, eram diferentes dos recém-chegados. Eles eram mais selvagens e possuíam uma ligação natural com a própria floresta, que os tornava capazes de pressentirem tudo o que acontecia dentro dela. Com o tempo, os refugiados e o elfos bárbaros de Yavimaya se tornaram um único clã e a floresta celebrou esta nova era dando vida ao avatar verdejante chamado Multani Feiticeiro-Maro para liderá-los.

Quando Urza, o mesmo responsável pela queda de Argoth, apareceu em Yavimaya, os elfos, gnomos e duendes da floresta cantaram uma canção hipnótica para ele, adormecendo seus sentidos e enevoando seus pensamentos em delírios. Depois, aprisionaram Urza por um século dentro de uma árvore viva, o que resultou com que seus pensamentos se fundissem com a própria Yavimaya. Eventualmente, ele escapou de sua prisão, mas após ter comparilhado tantos sentimentos com a floresta, Urza percebeu os erros de suas ações até então e agora olhava para Yavimaya como uma aliada e não com um local a ser conquistado. Multani entregou para Urza a Semente dos Ventos, um pequeno broto oriundo da mais antiga árvore de Yavimaya, que mais tarde viria a ser usado para criar o casco da Nau Voadora dos Bons Ventos.

Durante a Invasão Phyrexiana, Yavimaya estava preparada e nenhuma das crias bizarras de Yawgmoth não foi párea para a ferocidade de Yavimaya. Elfos, gorilas, aranhas gigantes e druidas, em adição a força da própria floresta eliminaram o perigo, concedendo uma esmagadora vitória à Yavimaya, que seria como um símbolo de esperança para outras forças da coalisão de Dominaria. Nos últimos estágios da invasão, Multani ainda teletransportou um pedaço de Yavimaya para os pântanos de Urborg, para que os elfos lutassem contra Crovax neste período da invasão e que mais tarde estes seriam conhecidos como Elfos de Urborg.

Os elfos de Skyshroud são uma das muitas raças e espécies transportadas pelos phyrexianos para Rath, durante a criação deste plano artificial, mas infelizmente nem mesmo eles se lembram de suas verdadeiras origens. Possuem a pele pálida e são acostumados em guerrear, sendo bastante comum receberem treinamento em arqueirismo ou combate armado desde a infância. Durante o segundo estágio da invasão phyrexiana, a floresta inteira de Skyshroud foi deslocada de Rath para Dominária, mais especificamente na periferia da nação de Keld, onde quase foi destruída pelo clima gélido da região se não tivesse sido salva pela intervenção de Freyalise. A planinauta conjurou um feitiço que controla o clima da floresta e, dessa forma, passou a ser adorada como uma divindade pelos elfos que ali habitavam. Mais tarde, o líder élfico entitulado Senhor das Folhas, Eladamri, reuniu todo o contingente bélico de sua nação e aliou-se à Keld para lutarem contra a invasão de Phyrexia. Depois da morte de Eladamri e também da planinauta Freyalise, quem se sacrificou para selar a Fenda Temporal existente em Skyshroud, a floresta começou a perecer e agora os elfos começam a procurar outro local para viver.

Llanowar é uma outra floresta antiga e muito extensa, situada no continente de Aerona em Dominária. Os elfos que vivem em Llanowar desenvolveram sua própria aparência original com sua pele pálida e cabelo brilhantemente tingido. Até a invasão phyrexiana começar, estes elfos eram extremamente xenofóbicos e viviam em sete reinos chamados elfilares, onde veneravam a planinauta Freyalise como uma deusa. Dentre os seus druidas, patrulheiros e guerreiros da Ordem da Lâmina de Aço uma prática comum é a pintura de tatuagens na pele e cabelo em estilo moicano.

O elfo mais famoso e o que mais viveu de Llanowar é, naturalmente, Rofellos. Começando a escrever seu nome na história como um Emissário de Llanowar à Yavimaya, Rofellos ajudou Yavimaya em sua defesa à primeira batalha durante a invasão phyrexiana. Além disso, ele também ingressou no grupo do famoso navio de guerra, Bons Ventos, durante certo tempo. Seus palácios haviam sido outrora objetos do temor, admiração e cobiça de muitos membros, mas quando os phyrexianos disseminaram pragas em Llanowar, até mesmo os monarcas em seu interior preferiram abandonar tudo para tentar escapar desesperadamente do destino sombrio da morte que se aproximava cada vez mais. No entanto, a esperança retornou quando Eladamri, o líder de Skyshroud, chegou na floresta com seu exército e derrotou os phyrexianos

Na região sul da grande ilha de Corondor, em Dominária, existe uma floresta chamada White Woods. Lá, encontra-se o refúgio da nação élfica Quirion e de seu protetor, o planinauta Eskil. Os habitantes deste local são grandes druidas capazes de lidar com qualquer cor de mana e sua sociedade se divide em diversos clãs, como os Calthyn e Kieryn, que costumam ter certas desavenças entre si e seus líderes. Alguns destes elfos migraram para a floresta de Uktabi e outras regiões ao norte, até mesmo trocando a ilha pelo grande continente de Jamuraa, durante a Guerra de Miragem. Tais elfos eram seguidores de Mangara, um feiticeiro humano que era aprendiz e protegido do próprio Eskil.

Em Sarpadia, os elfos podem ser encontrados na floresta de Havenwood. Durante a Era Glacial, os estoques de comida tornaram-se muito baixos e o povo élfico viveu amargamente convivendo com a fome. Thelon foi um druida que dedicou sua vida a encontrar uma nova fonte de alimentação para salvar seu povo da fome. Seus estudos o guiaram a um tipo especial de fungo, que era muito resistente ao clima drástico e cujo crescimento poderia ser manipulado através do mana verde. As experiências acidentalmente criaram as monstruosas Talídias, um tipo de fungo que desenvolveu visão, movimento e flexibilidade em um primeiro momento. Depois eles evoluíram mais: consciência, espinho, ferrões, poros venenosos, etc. Assim, um levante de Talídias devastou a vila élfica e aquela comunidade foi extinta para dar lugar a uma nova sociedade de fungos que se apropriou do local.

Wirewood é uma floresta no continente de Otaria, em Dominária, que depois da invasão phyrexiana se tornou um dos principais locais onde muitos elfos que perderam seus lares durante o conflito passaram a viver. Mais tarde, devido à influência do Mirari, vários destes elfos refugiados sofreram mutações que lhes concederam características de plantas. Porém, tais mutações foram bem recebidas pelos elfos, que acabaram apreciando suas novas capacidades de simbiose tão completa com a natureza.

Existem ainda muitas outras nações élficas espalhadas por Dominária. Na distante ilha de Caliman, por exemplo, a tribo que vive na floresta de Norwood é guiada pela sua sacerdotisa em uma disputa de longa data contra os humanos da região de Talas que freqüentemente tentam derrubar as árvores das florestas para construir suas embarcações piratas.

Por fim, o tipo mais incomum de elfo é o híbrido com outras raças. Durante a invasão phyrexiana, comunidades inteiras deixaram de lado suas rivalidades com outras raças para enfrentar o inimigo comum e novas espécies foram vistas desde então. Uma delas, mais do que qualquer uma, tornou-se famosa por sua combinação única entre povos tão diferentes como elfos e tritões: os skyfolks.

terça-feira, 20 de julho de 2010

A Maldição do Véu


Magma Rift


A carta Fenda de Magma (Magma Rift), mostra bem ao fundo a planinauta Chandra Nalaar (aparente em sua versão Ablaze, inclusive).

Veja agora mais de perto:


sábado, 17 de julho de 2010

Radiante


Radiante foi um arcanjo criado pela planinauta Serra que viveu no Reino de Serra e liderou os exércitos angelicais durante séculos. Embora não aprovasse as regras de Serra, tais como o tratamento da planinauta como uma divindade e a falta de preocupação com as defesas do plano, Radiante sempre respeitou os poderes superiores de sua progenitora.
 
Quando Urza veio para o Reino de Serra e foi acolhido pela planinauta durante cinco anos, Radiante começou a desprezar mais ainda o governo de Serra. De forma que, os primeiros ataques dos phyrexianos foram antecipados e totalmente devastados pelas tropas do arcanjo, que se mantinha constantemente vigilante. Porém, a conseqüência da luta foi que a essência do mana negro dos phyrexianos começou a macular a pureza do mundo.
 
Entristecida por descobrir que a paz e santidade do mundo que ela criara era tão frágil, Serra decidiu partir logo depois que Urza voltasse para seu mundo de origem e deixar o trono a cargo de Radiante. No entanto, o arcanjo não era uma planinauta e, portanto, não possuía poderes capazes de garantir as mesmas proteções que Serra. Dessa forma, após muita oposição de diversos anjos, instituiu-se uma cruzada para expulsar toda a influência maligna phyrexiana e restaurar a plena pureza do Reino de Serra.
 
Oito séculos mais tarde, Urza retornou para o Reino de Serra e ficou chocado ao descobrir que Radiante estava matando membros de sua própria raça, alegando serem Agentes Adormecidos. Contudo, ele estava matando tanto inocentes quando phyrexianos sem perceber a diferença e Urza tentou argüir com ela para que retomasse a razão, mas foi inútil. Ele parte e depois reaparece com a recém-construída Nau Voadora Bons Ventos e tenta recolher o máximo de anjos refugiados para levá-los a Dominária antes que o Reino de Serra seja totalmente extinto.
 
Antes de partir, Radiante tenta impedir Urza de salvar os anjos, alegando o próprio planinauta era o causador de toda aquela desgraça que recaíra sobre o mundo e iniciando um terrível batalha contra o planinauta. Em um ato de extrema loucura, ela arranca as pedras (Powerstone e Mightstone) das cavidades oculares de Urza e tenta uní-las, mas isso resulta em uma explosão muito forte que a destrói. Em seguida, Urza retira o máximo de energia possível do mana que ainda restava no Reino de Serra para que a Nau dos Bons Ventos possa ser transportada de volta para Dominária. Por fim, o plano é extinto após sua partida.
 

Reino de Serra

O Reino de Serra é um plano artificial criado pela planinauta Serra e que é digno de ser chamado de paraíso. O sol permanece perpetuamente nascendo de vários ângulos ao mesmo tempo, de forma que é impossível determinar sua posição correta. Massas de terra flutuam lentamente pelos céus, recobertas por prados e flores, sem nunca em colidir um com o outro e formando uma magnífica paisagem.

No centro do plano fica o notável Santuário de Serra, onde a própria criadora residiu durante muito tempo. Existem três ambientes deste local que merecem destaque: o salão do trono, que possui diversas janelas através das quais é possível para um planinauta observar todos os recantos do plano; um aviário interno, repleto de belas arvores e pássaros; e a àrea privativa onde fica guardado o Casulo, um item criado por Serra para diminuir a degradação do plano (pois todos os planos artificiais possuem um determinado tempo de existência antes de se extinguirem sozinhos).

Anjos são a grande maioria da população do plano. Eles foram criados por Serra como guardiões das virtudes e valores que ela mais prezava. Basicamente, estão divididos em cinco propósitos diferentes: Lei, Graça, Razão, Dever e Verdade. Cada um foi criado para regular com um tipo de mana. Por exemplo, os anjos que exaltam a Lei foram criados para controlar o mana vermelho. Também existem os Arcanjos, que foram criados com o intuito de serem a frente de combate contra as ameaças que surgissem no mundo, bem como as Irmãs de Serra que eram auxiliares próximas da planinauta.

Cada uma das criaturas que vivem no Reino de Serra idolatra a planinauta como uma mãe divina. As mulheres são muito destacadas entre os habitantes, ocupando quase todos os cargos de autoridade maior. As artes e o casamento são práticas bastante encorajadas, pois simbolizam o auge da paz, de acordo com os ensinamentos da planinauta. Todas as crianças que nascem são levadas para serem criadas por Serra. Ou seja, a estrutura social é muito parecida com a de uma colméia de abelhas.

Quando Urza apareceu gravemente ferido e perseguido por phyrexianos, o Reino de Serra começou perder sua pureza natural. Os phyrexianos que adentraram no plano foram confrontados por Reya, a líder dos anjos da graça. Muito mais numerosos e preparados, os guardiões angelicais expulsaram os invasores. Porém, a conseqüência da luta foi que a essência do mana negro dos phyrexianos começou a macular o mundo e Serra, ao perceber isso, decidiu partir.

Depois que Serra deixou o plano e Radiante assumiu o trono, o militarismo e a paranóia religiosa instalou-se com grande velocidade. No entanto, Radiante não era uma planinauta e, portanto, não possuía poderes capazes de garantir as mesmas proteções que Serra. Dessa forma, após muita oposição de diversos anjos, como a própria Reya, instituiu-se uma cruzada para expulsar toda a influência maligna phyrexiana e restaurar a plena pureza do Reino de Serra.

Porém, sem a presença de Serra, as investidas phyrexianas eram cada vez avançam mais, causando inúmeras perdas. Quando Selênia, braço direito de Radiante, é derrotada e aprisionada pelos phyrexianos, a situação tornou-se incontrolável para o arcanjo. Radiant começou a perder a razão, exterminando até mesmo outros anjos por pensar que eles fossem agentes phyrexianos infiltrados. Esta atitude faz com que a energia do mana branco maculado pelos phyrexianos entre em um colapso irrecuperável, que culminará com a extinção do mundo em breve.

Urza reaparece com a recém-construída Nau Voadora Bons Ventos e vislumbra a extensão da corrupção que está ocorrendo no Reino de Serra e propõe-se a ajudar os anjos, levando-os para o plano de Dominária. Radiante tenta impedir Urza de salvar os anjos, alegando o próprio Urza era o causador de toda aquela desgraça que recaíra sobre o mundo e iniciando um terrível batalha contra o planinauta. Em um ato de extrema loucura, ela arranca as pedras (Powerstone e Mightstone) das cavidades oculares de Urza e tenta uni-las, mas isso resulta em um explosão muito forte que a destrói. Em seguida, Urza retira o máximo de energia possível do mana que ainda restava no Reino de Serra para que a Bons Ventos possa ser transportada de volta para Dominária. Por fim, o plano é extinto após sua partida.

Serra


Embora sua origem seja desconhecida, seu nome marcou a história do Multiverso. Serra foi uma planinauta humana que atingiu o status de divindade benevolente em Dominária e também seu próprio mundo paradisíaco chamado Reino de Serra habitado pelas almas de bravos guerreiros que renasciam sob a forma de anjos graças à presença da energia do mana branco em seu estado mais puro.

Serra trabalhou muito para tentar criar um plano perfeito, inclusive tentando eliminar a presença de outros tipos de manas que não fossem o branco. Porém, isso não é possível e tudo que ela conseguiu fazer foi minimizar significativamente a influência deles. Ela criou também um palácio de pedra e cristais, com um belíssimo santuário interno constituído de árvores e pássaros, além de inúmeras ilhas flutuantes e um sol em permanente amanhecer. No Reino de Serra não há tempo, comida ou mesmo água. Apenas o ar.

Mas, seu magnífico trabalho começou a ruir quando Urza apareceu. Perseguido por phyrexianos e gravemente ferido, ele e sua companheira Xantcha adentraram no Reino de Serra. A planinauta permitu que Urza ficasse até se recuperar, mas reconheceu a origem sombria de Xantcha. Após muito refletir, Serra permitiu a esta da phyrexiana em seu plano, mas em total isolamento e constante vigilância.

Cinco anos se passaram. Urza e Xantcha haviam se recuperado de seus ferimentos, mas infelizmente alguns perseguidores phyrexiano encontram seus rastros e agora estavam adentrando no Reino de Serra, dano início a muitas lutas contra os anjos. Muito mais numerosos e preparados, os guardiões angelicais expulsaram os invasores. Porém, a conseqüência da luta foi que a essência do mana negro dos phyrexianos começou a macular a pureza do mundo.

Entristecida por descobrir que a paz e santidade do mundo que ela criara era tão frágil, Serra decidiu partir logo depois que Urza também voltou para seu mundo de origem, Dominária, e deixar seu trono para Radiante, uma dos mais poderosos arcanjos e líder de seus exércitos. Desaprovando a atitude da planinauta, Radiante acreditava ser a única a verdadeiramente dar importância para o plano e acabou cada vez mais paranóica enquanto esteve no comando.

Durante algum tempo, Serra visitou diversos planos até parar em Ulgrotha. Lá, ela encontrou um paraíso bruto, no qual a natureza e cultura dos povos desenvolviam-se harmoniosamente graças à assistência de um outro planinauta: Feroz. Admirada por seu nobre propósito em restabeler o fluxo do mana naquele mundo e o altruísmo com que dedicava-se a auxiliar todas as criaturas vivas, Serra apaixonou-se por Feroz e eles logo casaram.

Atuando ao lado de Feroz, a planinauta desempenhou o papel de guia espiritual e protetora da cidade de Aysen. Com o passar do tempo, ela fundou uma Abadia e seus seguidores mais ferrenhos formaram uma ordem chamada Paladinos de Serra, dedica a propagar os seus princípios e defender o povo de Aysen contra os vampiros do tirano Barão Sengir. O casal fez tudo o que puderam para manter a paz em Ulgrotha, desde discutir política com o Barão até mesmo erigir uma barreira mística para manter outros planinautas longe do plano.

Quando seu sonho de um mundo perfeito parecia concretizar-se, Serra foi mais uma vez golpeada pelo azar e assistiu seu amado Feroz morrer em um acidente de laboratório. Seu coração partido não lhe deu forças para continuar em Ulgrotha e ela abandonou tudo, inclusive o povo de Aysen.

Depois de vagar pelos planos por mais algum tempo, ela voltou sua atenção para Dominária. Mais especificamente para as planícies de Sursi, onde ela encontrou uma magnífica raça de pégasos e foi atacada por um ladrão que na verdade era um planinauta disfarçado. Ela percebeu que a perda de Feroz era uma dor que ela nunca superaria, pois era maior que pensar que veria um mundo paradisíaco definhar novamente. Sendo assim, ela não ofereceu nenhuma resistência ao ladrão que queria sua aliança de casamento, pois pensava ser algum artefato poderoso, e foi apunhalada mortalmente.

Um clérigo que passava pelo local testemunhou a cena covarde do ladrão desferindo o golpe em Serra, embora não soubesse quem ela era. Reunindo toda a coragem que possuía, Angus conseguiu distrair o assaltante e fugir com o corpo de Serra em seus braços. Serra poderia ter curado a si mesma, mas seu desejo era morrer. Dessa maneira, em seus últimos dias antes de morrer, ela transmitiu valiosos ensinamentos ao clérigo Angus. Inspirado por tudo que Serra lhe transmitira, Angus iniciou a construção da Catedral de Serra a redor de seu túmulo.

Serra pode estar morta, mas seu legado permanece. Ela ainda é reverenciada pelo povo de Aysen. Diversos anjos foram resgatados do Reino de Serra por Urza antes do colapso que se desenrolou durante a administração de Radiante e desempenharam um papel importante na defesa de Dominária perante a invasão phyrexiana. Dizem também que seu desejo de morrer havia criado um portal planar para Ulgrotha que ocasionalmente aparecia nas planícies de Sursi, quando nevava muito e a lua estava cheia. Mas, seja como for, assim como Feroz ela certamente viverá aternamente através de seus ensinamentos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Feroz

Feroz foi um planinauta que desprezava o uso de magias de invocação de criaturas, pois as considerava imorais. Ele estudou muitas culturas através do Multiverso e, durante suas viagens, conheceu o plano de Ulgrotha. Logo antes da chegada dele, o mundo tinha sido um plano bonito e sustentável, semelhante a Dominária. Porém, aquele mundo remoto havia sofrido uma série de cataclismos conhecida como as Guerras dos Feiticeiros e o mana tornou-se extremamente reduzido desde que a planinauta Ravi ativou o poder do seu Carrilhão do Apocalipse.

Afeiçoando-se ao plano, Feroz começou a trabalhar para que a vida se renovasse e a energia do mana voltasse a fluir com força maior. Também foi atraído por um jovem minotauro chamado Sandruu, no qual sentiu a centelha latente característica dos planinautas. Ambos tornaram-se grande amigos e Feroz ajudou Sandruu a ascender. Além disso, o caminho de Feroz em Ulgrotha cruzou-se com o de outra planinauta. Serra veio de Dominária para conhecer o plano. Ela apaixonou-se à primeira vista por Feroz e sua causa nobre de resgatar os estragos que haviam ocorrido naquele mundo. Ambos casaram pouco tempo depois.

Enquanto explorava o Multiverso, Sandruu também se apaixonou por uma planinauta, chamada Kristina of the Woods. Porém, um antigo amante dela ficou furioso ao descobrir o romance dos dois e atacou o minotauro. Rapidamente, Sandruu percebeu que aquele não era um oponente normal, mas sim um planinauta poderoso conhecido como Taysir. Mesmo fugir de volta para Ulgrotha não adiantou, pois a raiva de Taysir era imensa e ele perseguiu Sandruu de qualquer maneira. Após ser derrotado, Sandruu foi exilado para um ponto tão distante do Multiverso que demoraria quase um milênio para conseguir regressar. Agora era a vez de Feroz enfurecer-se perante a atitude de Taysir e vingar o amigo minotauro.

Depois de matar Taysir (ou assim pensava), Feroz conjurou um monumental feitiço para proteger todo o plano de Ulgrotha deste tipo de problema no futuro. Tratava-se de uma barreira mística que impedia a entrada de qualquer planinauta naquele mundo. Ele estava cansado dos propósitos destrutivos dos outros planinautas e acreditava que esta seria a única maneira de salvar Ulgrotha.

Além fundar a Escola de Magia e ensinar humanos a se transformarem em animais, Feroz foi essencial para a reestruturação da vida selvagem por todo o plano. Entretanto, ele acabou morrendo em um acidente de laboratório diante dos olhos de sua amada Serra. A planinauta não conseguiu evitar a profunda tristeza que se abateu sobre ela depois do triste incidente e decidiu abandonar o plano de Ulgrotha, não sendo capaz de dar continuidade à causa do seu falecido marido.

Muitos anos depois da morte de Feroz, a proteção mágica que ele criou em Ulgrotha começou a enfraquecer e as civilizações agora entraram em guerra entre si.
 

Ravi


Ravi é uma antiga planinauta, que vivia em Ulgrotha muito antes da vinda de Feroz e Serra para este plano. Seu mestre fazia parte de uma seita chamada Tolgath, que travava uma disputa mortal contra um grupo rival conhecido como Os Anciões pelo domínio do plano e da Fenda Temporal criada acidentalmente por um dos membros destes Anciões. Tal confronto ficou conhecido como Guerra dos Feiticeiros.

Não se sabe ao certo como Ravi adquiriu o Carrilhão do Apocalipse, mas especula-se que ela tenha recebido e sido instruída sobre como usá-lo por seu próprio mestre, depois que a iniciou na seita. É provável que tenha sido guardado como um às na manga pelos Tolgath e, quando a derrota fosse iminente, eles fariam uso daquele item. Ou talvez Ravi apenas tenha elaborado um plano ambicioso para ser a única sobrevivente daquela Guerra, pois a única informação confirmada é que a planinauta trancou-se na torre Espiral de Basalto para depois ativar o Carrilhão do Apocalipse.

O poder do artefato soou através de todo o plano, resultando na Grande Destruição. A Guerra dos Feiticeiros terminou, foi o efeito do Carrilhão rompeu todo o fluxo de manas existente no plano e, assim, destruiu quase tudo que existia nele. Além disso, embora talvez a própria Ravi não soubesse, o estrago provocado por tamanho poder destrutivo se propagou através de vários outros planos e gerou efeitos que os desestabilizaram, bem como também criou as Zonas Mortas em Ulgrotha (locais onde a energia do mana se extinguiu por completo) e desencadeou o surgimento de pequenas brechas que conectavam alguns mundos entre si.

Embora ciente do resultado de sua ação, Ravi permaneceu confinada na torre durante muitos séculos, até que foi libertada pelo Barão Sengir. O tirano de Ulgrotha selou uma aliança, convidando-a para viver nos seus domínios em troca dos conhecimentos que a sombria planinauta possuía. Dessa maneira, Ravi passou a ser chamada pela alcunha Avó Sengir. Mesmo sem possuir nenhuma ligação biológica com o Barão, mas ela passou a ser tratada por ele como uma tutora e parte de sua grande “família”.

Atualmente, o nome da Avó Sengir é associado a inúmeras atrocidades, desde cozinhar cabeças de unicórnios até beber sangue de jovens para continuar viva. No entanto, ela ainda é conhecida como uma poderosa feiticeira que manipula o mana negro com extrema facilidade e ninguém imagina quais são seus planos para o futuro, pois o Carrilhão do Apocalipse ainda continua em seu poder.

Barão Sengir

O infame Barão Sengir é um lorde vampiro que governa a região amaldiçoada de Dark Barony, onde a noite é permanente, no plano de Ulgrotha. Sua ascensão como governante é uma incógnita até hoje. Alguns dizem que ele veio de outro plano, junto com um planinauta que era seu amigo. Outros dizem que ele nasceu em Ulgrotha e ascendeu ao poder controlando magicamente criaturas inferiores e usando-as como armas.

No entanto, deixando os boatos sobre sua origem de lado, sabe-se que ele criou Dark Barony e começou a conquistar o mundo inteiro depois de tomar o Castelo da Luz da Manhã e a cidadela subterrânea New Freedom dos anões. O que ninguém sabe é que este Castelo havia sido construído justamente para proteger um o Portal Planar, que conecta Ulgrotha com um mundo desconhecido, e que foi através dele que o Barão conseguiu obter os poderes necessários para iniciar suas conquistas. Mais tarde, o castelo foi rebatizado como Castelo Sengir e, como insulto adicional aos anões, o Barão vampirizou a princesa anã e a tornou sua serva Irini (Irini Sengir). Logo, os anões foram devastados e os poucos sobreviventes fugiram.

Além disso, foi o Barão Sengir quem encontrou a Espiral de Basalto, uma torre lendária perdida na Zona Morta de Ulgrotha (onde não existe a energia do mana). No interior da torre, a planinauta Ravi dormia desde muitíssimos séculos atrás, quando ela usara o Carrilhão do Apocalipse (Apocalypse Chime). O Barão a despertou e passou a chamá-la de Avó (Grandmother Sengir) acolhendo-a no Castelo e iniciando uma poderosa aliança.

Os domínios do Barão em Dark Barony são muito semelhantes à idéia da Transilvânia fantástica e ele próprio lembra a figura do Drácula. Trata-se de um cavalheiro, elegante e bem-educado vivendo em um pântano enevoado que usa das mais variadas artimanhas políticas para lidar com seus adversários. Seu refúgio é repleto de segredos que nunca foram completamente explicados ou compreendidos por ninguém, exceto o próprio Barão.

Através de um pacto com Eron (Eron the Relentless), o Barão determinou deveria ser ofertada comida pra os vilarejos sengirianos Em troca, nenhum tipo de ataque ou intervenção seria feita à Fortaleza (Koskun Keep) onde Eron governa os goblins das Montanhas de Koskun.

Certa vez, o Barão convidou o casal de planinautas Feroz e Serra para conhecerem o Castelo Sengir. Como todo vilão de classe, o Barão deixou bastante claro para os dois planinautas que não deveriam interferir em seus planos para o futuro de Ulgrotha. Contudo, o casal não apenas já desaprovava as idéias do Barão como se declaram abertamente opositores do tirano. Serra auxiliava a cidade de Aysen, principalmente com relação à fé de seus moradores em seus clérigos da Abadia (Aysen Abbey) e Feroz fundou a Escola de Magia (Wizards School).

Os obscuros planos de Sengir envolvem uma paciente espera. Ele utiliza com maestria a sua imortalidade, pois sabe que a maioria de seus inimigos são mortais e cedo ou tarde perecerão naturalmente. Além disso, sua genialidade é assombrosa. Por exemplo, sem conseguir rechaçar as defesas das cidades-estado como Aysen e Onella, ele simplesmente parou de atacá-las. Sem um inimigo comum contra quem os habitantes se uniam, richas entre eles começaram a surgir e todos se enfraqueciam. Os poucos casos em quem algum “herói” tentava prosseguir lutando pessoalmente contra o Barão foram não apenas derrotados como usados como aviso aos demais, principalmente como ocorreu com o famoso Paladino de Ishan que foi transformado em um serviçal do tirano (Ishan Shade). Aproveitando-se das fragilidades políticas entre as cidades, o Barão Sengir aproveitou para atuar diplomaticamente enquanto enviava seus espiões se infiltrarem em cada local controlado pelos opositores. Um destes espiões é um notório caçador chamado Veldrane (Veldrane Sengir).

Em meio a um intricado cenário político, Feroz viria a lançar um feitiço que englobaria todo o plano de Ulgrotha e o protegeria contra as tentativas de invasões por outros planinautas (Feroz´s Ban). Enquanto isso, uma ferrenha adversária do Barão chamada Sálix (Autumn Willow) garante a proteção das florestas, impedindo que tropas de vampiros profanem os territórios onde a mana verde flui com maior força.

Entretanto, Feroz morreu em um acidente de laboratório diante dos olhos de sua amada Serra. A planinauta não conseguiu evitar a profunda tristeza que se abateu sobre ela depois do triste incidente e decidiu abandonar o plano de Ulgrotha. Sem estes dois opositores, Sálix se torna a única verdadeira ameaça para o Barão Sengir, que agora cada vez amplia mais seus domínios à medida que as cidades enfraquecidas começam a perecer diante de seus exércitos. Porém, ele também retém grande atenção aos ensinamentos relacionados à magia transmitidos pela Avó Sengir e, eventualmente, negocia com dois ladrões (Joven e Chandler) para obter alguns artefatos que lhe interessam.

No momento atual em Ulgrotha, Sálix ouve rumores a respeito de que algumas fileiras do exército do Barão marcharam através do Portal Planar dentro do Castelo Sengir para o outro plano desconhecido. Mas, ao mesmo tempo, as investidas do tirano para conquistar todas as regiões de Ulgrotha avançam impiedosamente através de suas hordas vampirescas e sua vitória parece cada vez mais próxima.